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Empresa de Itajaí é investigada por repasse milionário a Virgínia e Zé Felipe

Os PIX ocorreram entre março e setembro de 2024, cinco meses depois de o CNPJ ser aberto e inscrito no Simples Nacional

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Empresa de Itajaí é investigada por repasse milionário a Virgínia e Zé Felipe
Foto: divulgação

Uma empresa catarinense com sede em Itajaí, no litoral Norte do estado, está sendo investigada pela Polícia Federal no mesmo inquérito que envolve a influencer Virgínia Fonseca e seu ex-marido, o cantor Zé Felipe, filho do sertanejo Leonardo. Trata-se da empresa AMP Pay Marketing e Negócios, que ocupa um box no Centro de Itajaí.

De acordo com documentos obtidos pela Revista Piauí, a AMP Pay transferiu R$ 17,7 milhões de reais divididos em cinco remessas via Pix para a empresa Talismã Digital, que na época tinha Virgínia e Zé como sócios. Os repasses ocorreram entre março e setembro de 2024, apenas cinco meses após a empresa de Itajaí registrar seu CNPJ no Simples Nacional, com capital de apenas R$ 50 mil.

Os documentos obtidos agora pelos jornalistas permaneceram sob sigilo de Justiça durante o período da CPI das Bets, que contou com um polêmico depoimento de Virgínia diante de deputados e senadores, em Brasília.

Virgínia e Zé Felipe

Ainda de acordo com a Piauí, o dono da AMP Pay tem seu telefone pessoal registrado com o DDD 013, do Litoral paulista.

A mesma empresa de Itajaí também a aprece num inquérito que corre na Justiça de Minas Gerais, que investiga crimes de estelionato. Uma das vítimas relatou que foi seduzida por um anúncio no Instagram, e acabou preenchendo um formulário e investindo inicialmente cerca de R$ 1,2 mil. No entanto, a plataforma alegou queda nos investimentos e pediu novos depósitos, todos feitos para uma conta da AMP Pay. No total, o prejuízo dessa vítima foi de R$ 70 mil.

Em outro processo também da Justiça mineira, a AMP Pay já foi condenada a ressarcir uma vítima que contratou um serviço contábil, transferindo R$ 900 para uma conta no STARK BANK, tendo como beneficiária final a empresa AMP PAY.

No Ceará, a empresa catarinense também a aprece como ré em outros processos, que desta vez também apontam como co-autora dos estelionatos uma empresa com sede no paraiso fiscal das Ilhas Marshall, a Caívo Albi Corporation Ltda. Em São Paulo, um morador do interior do Estado denunciou a AMP Pay de Itajaí por um golpe de R$ 140 mil.

Em dezembro, tanto a AMP quanto a Capivo foram condenadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em outro processo semelhante: alvo de marketing agressivo, a vítima investiu e não conseguiu recolher o que havia depositado inicialmente. O juiz também reconheceu a fraude. A defesa da empresa catarinense disse ser mera intermediadora de pagamentos, sem qualquer ingerência sobre o produto oferecido pela plataforma de investimento, mas também foi condenada a pagar a vítima.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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