
O destino do espião russo que está preso no Brasil desde 2022 passa a depender do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após pedido do Kremlin. O Ministério Público Federal (MPF) não encontrou provas da atuação do russo Sergey Vladimirovich Cherkasov no território brasileiro. O russo usava identidade falsa no Brasil, em nome de Victor Muller Ferreira, quando foi preso. Atualmente, ele está detido no presídio federal de Brasília.
A decisão pela extradição ou não do espião russo ocorrerá após o arquivamento do inquérito que investigava espionagem. Conforme o MPF, não há impedimentos ao pedido de extradição feito pela Rússia.
Apesar de contar com aval da Justiça Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF), que ressaltou a necessidade do fim das investigações para o avanço do processo, a palavra final cabe ao chefe do Executivo.
Integrantes do corpo diplomático repassavam valores ao espião russo
Para o MPF, a atuação de diplomatas russos financiando Sergey aponta para um “possível grupo criminoso estruturado, com suposta participação de cônsules russos, a partir do Rio de Janeiro, voltado à criação e manutenção de falsos documentos para que seus integrantes pudessem migrar para outros países a partir de contextos que não levantem suspeitas às autoridades estrangeiras”.
A Polícia Federal identificou que ele pratica possível crime de lavagem de dinheiro. Os investigadores usaram quebras de sigilo bancário e documentos encontrados no celular do russo. Assim, a investigação revelou como ele recebia recursos de funcionários do governo russo no Brasil. Além disso, mostrou como se dava a comunicação entre o espião e seus superiores.
Com informações do Metrópoles

