
O misterioso desaparecimento do oceanógrafo norte-americano Charles Gorri, de 57 anos, em Florianópolis, finalmente ganhou um desfecho. A polícia Científica de Santa Catarina confirmou como sendo dele o corpo encontrado nesta sexta-feira (5), num costão entre a Lagoinha do leste e a região do Pântano do Sul, no Sul da Ilha. O corpo estava numa área de difícil acesso e o resgate exigiu o trabalho dos Bombeiros.
Charles era natural de Detroit, nos EUA, mas residia há alguns anos na capital catarinense. Ele estava desaparecido desde outubro do ano passado, quando saiu para caminhar sozinho.
Na época, as operações de busca mobilizaram as forças de segurança, mas a procura pelo oceanógrafo não obteve êxito. Na última quinta-feira (4), uma equipe da aeronave Arcanjo 01 avistou o corpo sobre uma formação rochosa de acesso extremamente restrito. Naquele momento, os bombeiros atendiam outra ocorrência envolvendo uma queda em um costão da mesma região.
Diante da descoberta, equipes do Batalhão de Busca e Salvamento (BBS), do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) e da Polícia Científica elaboraram um plano para realizar a remoção com segurança.
Já na manhã desta sexta-feira, os profissionais se reuniram no Pântano do Sul para alinhar os detalhes da missão. Em seguida, a aeronave transportou dois peritos da Polícia Científica até a área da ocorrência. Ao mesmo tempo, as equipes utilizaram um drone para mapear o terreno e confirmar a localização exata do corpo.
Logo após o reconhecimento da área, um tripulante operacional do BOA e dois bombeiros militares do BBS desceram por rapel até o local. Como a região é formada por paredões rochosos e apresenta acesso extremamente limitado, os profissionais empregaram técnicas especializadas de salvamento em altura e seguiram protocolos rigorosos de gerenciamento de riscos.
Corpo estava em decomposição
Depois da perícia, os especialistas constataram que o corpo estava em avançado estado de decomposição. Na sequência, os bombeiros iniciaram a remoção com apoio da aeronave Arcanjo. Para isso, a equipe utilizou uma rede de carga externa e transportou o corpo por via aérea até o Pântano do Sul.
No começo da noite, familiares de Charles, que residem no Rio Grande do Sul, chegaram em Florianópolis para providenciar a remoção dos restos mortais e o sepultamento do oceanógrafo.

