
Um grande golpe contra o tráfico internacional de entorpecentes. Uma carga de cocaína avaliada em até R$ 6,8 bilhões foi retirada de circulação em pleno oceano Atlântico. Ao todo, quase 10 toneladas da droga estavam escondidas em um navio mercante que havia saído do Brasil com destino à Europa.
A apreensão ocorreu na segunda-feira (12), em águas internacionais. A ação entrou para a história como a maior interceptação de drogas já feita pela Espanha em alto-mar.
Durante a abordagem, a polícia prendeu 13 tripulantes e apreendeu uma arma de fogo usada para proteger o carregamento ilícito.
Rota internacional do tráfico
A operação, batizada de Maré Branca, foi conduzida pelo Grupo Especial de Operações (GEO), tropa de elite da Polícia Nacional da Espanha. A ofensiva contou ainda com apoio do Maritime Analysis and Operations Centre (MAOC), da DEA, dos Estados Unidos, da NCA, do Reino Unido, da Polícia Federal do Brasil e de autoridades da França e de Portugal. Dessa forma, a cooperação internacional foi decisiva para o sucesso da ação.
As investigações apontaram que o navio integrava uma rota controlada por uma organização criminosa multinacional. A organização criminosa transportava grandes volumes de cocaína da América do Sul para a Europa. O Brasil aparecia como ponto estratégico de origem da carga.
Droga escondida em carga legal
Para despistar a fiscalização, os criminosos esconderam a cocaína em 294 pacotes. O entorpecente estava camuflado em meio a toneladas de sal transportadas de forma legal. Além disso, os agentes confirmaram que o armamento encontrado a bordo tinha a função de garantir a segurança da droga durante a travessia.
Após a interceptação, o navio ficou sem combustível e permaneceu à deriva por cerca de 12 horas. Em seguida, a Sociedade de Salvamento e Segurança Marítima da Espanha rebocou o navio até o arquipélago das Ilhas Canárias e manteve a embarcação retida.
Segundo estimativas da Agência Europeia de Drogas, a carga poderia render até R$ 6,8 bilhões no mercado varejista europeu. Para a Polícia Federal, o resultado da operação reforça, portanto, a importância da atuação integrada entre países. Enquanto os procedimentos legais seguem na Espanha, as investigações continuam com troca constante de informações entre as forças de segurança.

