
Depois de causar pânico em motoristas e atravessar carreta em uma das rodovias mais movimentadas do país, homem confessa que armou tudo. Durante interrogatório realizado nesta quarta-feira (19), Dener Laurito dos Santos admitiu ter fingido ser vítima de um sequestro no Rodoanel Mário Covas, na Grande São Paulo, no dia 12 de novembro. Além disso, o caminhoneiro amarrou bombas falsas ao corpo.
Em investigação, a Polícia descobriu que o motorista já foi soldado da Polícia Militar e acabou expulso da corporação em 2006. Não houve revelação do motivo.
O paulista trabalhava como motorista de cragas, colaborador da transportadora Sitrex. Ele voltava de uma entrega quando provocou um bloqueio de mais de cinco horas no anel viário, Rodoanel, que conecta várias rodovias em São Paulo, na altura de Itapecerica da Serra. As filas ultrapassaram 44 quilômetros de congestionamento.
Caminhoneiro queria chamar atenção para causas da categoria

O interrogatório policial aconteceu nesta quarta-feira (19), momento em que Dener admitiu ter forjado o sequestro. Conforme a investigação da Polícia Civil, o motorista jogou uma pedra contra o para-brisa, manobrou o veículo e se amarrou no simulacro de explosivo. O objetivo seria chamar atenção para a causa dos caminhoneiros.
No primeiro depoimento, Dener alegou que três criminosos teriam o abordado durante a madrugada, travado a carreta e o obrigado a deixar o veículo parado no meio da estrada. Porém, não foi o que aconteceu. Enfim, o homem estava mesmo em surto, confirmando a suspeita inicial da Polícia Militar.
Conforme informações da Polícia Civil, Dener agiu sozinho. Assim, a investigação prosseguirá e o motorista poderá responder por vários crimes, entre eles, possível comunicação falsa de crime, interdição de via pública e geração de pânico com artefato simulado.

