
Gabriela Barbosa, de 33 anos, morreu após o filho, de 15 anos, aplicar um golpe conhecido como mata-leão durante uma discussão na noite de quarta-feira (12), em Oeiras, Portugal. Segundo a Polícia de Segurança Pública (PSP), o adolescente é suspeito de ter sufocado a mãe dentro do apartamento da família.
Natural de Osasco, na Grande São Paulo, Gabriela se mudou para Portugal em 2024. Na época, ela viajou com o marido e os dois filhos e passou a viver em Oeiras, na região de Lisboa.
Quem era Gabriela Barbosa
Gabriela tinha 33 anos e vivia com o filho adolescente e a filha, de 4 anos. Depois da morte da mãe, uma amiga da família ficou responsável pelos cuidados da menina.
Enquanto isso, os familiares de Gabriela tentam conseguir passaportes de emergência para levar a criança ao Brasil. A família pretende acolher a menina e mantê-la próxima dos parentes maternos.
Além disso, os familiares buscam informações sobre o andamento do caso. O Itamaraty recebeu questionamentos sobre um possível acompanhamento e eventual assistência aos parentes, mas ainda não havia respondido até a última atualização.
Filho já havia denunciado a mãe
Antes do crime, o adolescente já havia denunciado Gabriela por agressão, conforme informações divulgadas pelo jornal português Correio da Manhã.
A Comissão de Proteção a Menores de Portugal acompanhava a situação. Além disso, segundo a imprensa portuguesa, o pai do adolescente está preso por violência doméstica.
Diante desse histórico, a investigação deve analisar também as circunstâncias familiares que antecederam a morte de Gabriela.
Adolescente ficou com o corpo da mãe
Após a agressão, o adolescente permaneceu no apartamento durante o dia seguinte. Durante esse período, ele ficou no imóvel com o corpo da mãe.
No fim da tarde, porém, o jovem procurou as autoridades e se entregou à polícia. A partir disso, os investigadores passaram a apurar a dinâmica da morte e os acontecimentos que ocorreram dentro do apartamento.
O adolescente deve participar de uma audiência judicial nesta sexta-feira (14). Como tem 15 anos, ele não responde pelo crime nas mesmas condições aplicadas a um adulto. Por isso, a Justiça portuguesa deve avaliar medidas tutelares específicas para menores.
Agora, as autoridades portuguesas investigam o caso para esclarecer as circunstâncias da morte e definir quais medidas serão aplicadas ao adolescente.

