
Uma brasileira presa nos Estados Unidos afirmou, em depoimento à Justiça nesta quinta-feira (15), que o ex-amante dela planejou matar a própria esposa para viver um relacionamento com ela. A declaração ocorreu durante julgamento criminal na Virgínia e reforça a tese da acusação sobre um duplo homicídio ocorrido em 2023.
O que aconteceu, quando, onde, quem e por quê
Segundo o depoimento, a brasileira Juliana Peres Magalhães, ex-au pair, relatou que Brendan Banfield, então seu chefe e amante, arquitetou a morte da esposa, Christine Banfield, em fevereiro de 2023, na Virgínia, nos Estados Unidos. O objetivo, de acordo com ela, era eliminar o casamento e iniciar uma nova vida ao lado dela. Além disso, o plano teria envolvido a morte de um segundo homem para confundir as investigações.
Como o plano teria sido executado
De acordo com a acusação, Banfield criou perfis falsos em aplicativos de relacionamento usando o nome da esposa. Assim, ele atraiu Joseph Ryan para a casa do casal sob o pretexto de um encontro. Em seguida, conforme os promotores, o homem foi morto no local. Logo depois, Christine Banfield também foi assassinada.
Ainda conforme o relato, Banfield teria preparado versões antecipadas dos fatos para tentar sustentar álibis caso a polícia fosse acionada. Dessa forma, o crime ganharia aparência de um ataque externo, o que dificultaria a identificação do verdadeiro autor.
Mudança de versão e acordo com a Justiça
Inicialmente, Juliana também foi acusada de envolvimento no crime. No entanto, com o avanço das investigações, ela decidiu colaborar com a acusação. Por isso, firmou um acordo judicial e se declarou culpada por uma acusação menos grave relacionada ao segundo homicídio. Em troca, passou a detalhar a suposta participação direta de Banfield no planejamento e na execução do crime.
Defesa reage e tenta descredibilizar depoimento
Por outro lado, a defesa de Banfield contesta a narrativa apresentada. Os advogados afirmam que o depoimento da brasileira contém contradições e questionam a credibilidade dela, sobretudo porque o acordo judicial teria reduzido sua pena. Mesmo assim, a promotoria sustenta que as provas materiais e os registros digitais reforçam a versão apresentada em juízo.
Banfield se declarou inocente. Caso seja condenado, ele pode pegar prisão perpétua.
O que vem pela frente
O julgamento segue nos próximos dias, com novas testemunhas e apresentação de provas técnicas. Enquanto isso, o caso continua chamando atenção pela complexidade do enredo, pelo uso de identidades falsas na internet e pelo peso emocional das acusações.

