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Bombeiros registram mais uma morte por afogamento no litoral Norte

Vítima tinha 29 anos e imergiu em lagoa próxima a praia na frente dos familiares

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Bombeiros registram mais uma morte por afogamento no litoral Norte
Foto: Divulgação - Reprodução / CBMSC - Redes Sociais

Um homem de 29 anos morreu afogado na manhã desta quarta-feira (11) na Lagoa da Barra, em Barra Velha, no litoral Norte de Santa Catarina. O caso ocorreu por volta das 9h34, na Rua Armando Petreli, no bairro Quinta dos Açorianos. A vítima, identificada como Jean Carlos de Souza, morador da cidade de Guaramirim, no Norte catarinense, desapareceu na água diante da própria família. O local não conta com monitoramento de guarda-vidas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), a equipe foi acionada pelo COBOM para atender a ocorrência de afogamento em água doce. No entanto, quando os socorristas chegaram, o homem já havia submergido e não era mais visto na superfície.

Segundo relato da esposa aos bombeiros, o homem caminhou inicialmente sobre uma bancada de areia em direção a algumas aves. Em seguida, ele retornou nadando na direção da família. Em determinado momento, ficou em pé, com a água na altura da cintura. Logo depois, voltou a nadar. Pouco tempo depois, começou a pedir por uma boia.

Enquanto um familiar se deslocava para buscar um cooler que serviria como apoio para flutuação, o homem afundou repentinamente. Desde então, não foi mais visto.

O posto de guarda-vidas da região estava desativado no momento do acidente. Além disso, o posto ativo mais próximo fica na Praia Central, a cerca de sete quilômetros de distância. Portanto, não havia monitoramento preventivo na área onde a vítima entrou na água.

As buscas mobilizaram mergulhadores do CBMSC ao longo de todo o dia. Finalmente, por volta das 17h10, a equipe localizou o corpo próximo ao ponto onde ele havia submergido.

Área sem monitoramento aumenta risco

O Corpo de Bombeiros reforça que lagoas, rios e áreas sem vigilância permanente representam risco elevado, principalmente porque podem apresentar mudanças bruscas de profundidade, buracos, correntezas invisíveis e bancos de areia instáveis.

Além disso, diferente das praias com bandeiras e orientação constante, esses locais não contam com análise diária das condições da água. Consequentemente, o banhista não recebe alertas prévios sobre perigos ocultos.

Os bombeiros orientam que a população evite nadar em áreas sem monitoramento de guarda-vidas. Caso opte por frequentar esses locais, é fundamental redobrar a atenção, não entrar sozinho na água e nunca improvisar objetos como boias.

Perigo silencioso nas lagoas

Embora aparentem tranquilidade, lagoas podem esconder desníveis acentuados e trechos mais fundos logo após áreas rasas. Muitas vezes, a vítima perde o pé de forma repentina e entra em pânico. Como resultado, o cansaço se instala rapidamente e dificulta a flutuação.

Outro fator de risco é a falsa sensação de segurança. Águas calmas nem sempre indicam profundidade uniforme. Pelo contrário, bancos de areia podem ceder ou terminar abruptamente.

Diante disso, o CBMSC reforça um alerta simples e direto: procure sempre áreas monitoradas por guarda-vidas. A prevenção, segundo a corporação, ainda é a forma mais eficaz de evitar tragédias como a registrada na Lagoa da Barra.

Murilo José

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Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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