
A temporada de verão na província de Entre Ríos, na Argentina, tomou um rumo alarmante nos últimos dias. Um ataque persistente de piranhas (da espécie Parona signata, conhecidas localmente como palometas) na Praia Victoria já deixou 46 feridos, espalhando pânico entre banhistas e mobilizando as autoridades de saúde.
Casos graves do ataque
A gravidade dos ferimentos impressiona os socorristas. Segundo o salva-vidas Alejandro Martín, em entrevista ao jornal local El Once, todos os atendimentos realizados foram de natureza séria. O caso mais crítico envolveu uma vítima que teve a ponta do dedo arrancada pela mordida de um dos peixes.
Além disso, as estatísticas são preocupantes:
- 46 pessoas socorridas diretamente na praia.
- 7 vítimas (entre adultos e crianças) transferidas para o Hospital Fermín Salaberry apenas no último domingo.
- Mais de 320 ataques foram registrados na mesma região ao longo do ano passado.
Proibição de banho
Devido à agressividade dos cardumes, os salva-vidas hastearam a bandeira vermelha, sinalizando a proibição total de entrada na água. No entanto, o descumprimento das normas preocupa a fiscalização.
Para tentar conter a crise, o governo local estuda a instalação de redes de contenção ancoradas no leito do rio. O objetivo é criar uma barreira física que impeça a aproximação dos peixes das áreas de lazer. Por meio de nota oficial, o centro de saúde local reiterou que o banho está terminantemente proibido para proteger a saúde pública e evitar novos acidentes.
Por que as piranhas estão atacando?
Especialistas explicam que o comportamento agressivo das palometas é potencializado pelo clima. Dessa forma, as altas temperaturas aceleram o metabolismo desses peixes carnívoros, que se tornam mais vorazes. Somado a isso, quando o nível da água baixa ou há escassez de alimento, elas tendem a atacar em grupo ao menor sinal de vibração ou sangue na água.

