
Autoridades seguem investigando o ataque a tiros ocorrido durante um jantar de gala com jornalistas nos Estados Unidos neste domingo (26). O evento, que contou com a presença do presidente Donald Trump e de outras autoridades, foi interrompido após disparos no local.
Até o momento, as apurações indicam falhas no esquema de segurança, enquanto o principal suspeito permanece preso e deve responder formalmente à Justiça norte-americana na segunda-feira (27).
Além disso, o ataque aconteceu na noite de sábado, em um hotel em Washington, D.C.. Assim que ouviram os tiros, agentes do Serviço Secreto retiraram rapidamente Trump e outras autoridades do local. Posteriormente, o presidente classificou o episódio como um “momento traumático” e elogiou a atuação da equipe de segurança.
Falhas na segurança chamam atenção
De acordo com relatos de jornalistas presentes, o controle de acesso ao evento apresentou fragilidades. Segundo testemunhas, organizadores não submeteram os convidados a revistas rigorosas antes da entrada no salão principal.
Nesse contexto, os disparos ocorreram antes do bloqueio mais restrito de segurança. Assim que perceberam a situação, convidados se abaixaram e buscaram abrigo, enquanto agentes armados entraram no salão para conter a ameaça. Em meio ao caos, algumas pessoas improvisaram barricadas com cadeiras.
Investigação aponta suspeito armado
As autoridades identificaram o suspeito como um homem de 31 anos, morador da Califórnia. Segundo a polícia, ele portava diferentes armas, incluindo uma espingarda, uma pistola e facas.
Imagens de segurança mostram que ele tentou ultrapassar o bloqueio em direção ao evento; no entanto, agentes o derrubaram e o prenderam ainda do lado de fora. Durante a ação, houve troca de tiros, e um agente foi atingido no colete à prova de balas, sem sofrer ferimentos graves.
Além disso, investigadores descobriram que o suspeito estava hospedado no mesmo hotel onde o jantar ocorria, o que facilitou seu acesso às áreas internas. O Federal Bureau of Investigation iniciou buscas na residência ligada ao homem, na Califórnia, e trabalha com a hipótese de que ele agiu sozinho.
Declarações e próximos passos
Em coletiva, Trump afirmou que inicialmente pensou se tratar de um barulho comum, mas rapidamente percebeu a gravidade da situação. Ele também declarou não saber se houve motivação política, embora tenha sugerido que poderia ser um possível alvo.
Enquanto isso, a Justiça dos EUA deve formalizar as acusações contra o suspeito, que incluem uso de arma de fogo em crime violento e agressão a agente federal. As investigações continuam para esclarecer a motivação do ataque.

