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Arquivos de Epstein expõem denúncias, teorias conspiratórias e impacto político global

Documentos revelam conexões de Jeffrey Epstein com políticos, empresários e integrantes da realeza

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Arquivos de Epstein expõem denúncias, teorias conspiratórias e impacto político global
Foto: Divulgação

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou mais de três milhões de documentos, 180 mil imagens e mais de dois mil vídeos ligados ao caso Jeffrey Epstein. Além disso, o material corresponde a cerca de metade dos arquivos mantidos pela investigação federal.

O Congresso americano pressionou pela divulgação após setores conservadores aliados de Donald Trump cobrarem transparência sobre o caso. As autoridades ainda devem publicar os documentos restantes.

Caso envolve exploração sexual e tráfico de pessoas

A promotoria de Nova York acusou Jeffrey Epstein, em 2019, de comandar uma rede de exploração sexual de menores de idade. Antes disso, ele já havia sido condenado por crimes sexuais em 2008 e cumpriu 13 meses de prisão após firmar um acordo judicial.

Enquanto isso, Ghislaine Maxwell, parceira de Epstein e filha do empresário britânico Robert Maxwell, acabou condenada por cumplicidade nos crimes e segue presa desde 2022.

Trump aparece citado em milhares de arquivos

A imprensa americana identificou mais de 30 mil menções a Donald Trump ou à mansão Mar-a-Lago nos documentos divulgados. Entre os registros, surgiram acusações sem comprovação de violência sexual envolvendo o presidente americano.

Além disso, uma mulher afirmou ao FBI que Trump a estuprou quando ela tinha 13 anos. O Departamento de Justiça classificou as alegações como falsas.

Trump declarou que rompeu relações com Epstein “há muito tempo” e negou participação em crimes sexuais. Segundo especialistas, o impacto político ainda permanece limitado por causa da polarização nos Estados Unidos.

Bill Clinton e líderes europeus também aparecem

Os arquivos também atingiram o ex-presidente Bill Clinton. Novas fotos mostram Clinton e Hillary ao lado de Epstein e Ghislaine Maxwell. Com isso, deputados republicanos passaram a pressionar pela convocação do democrata para prestar depoimento.

Na Europa, as revelações provocaram crise política no Reino Unido. Mensagens indicam que o ex-embaixador britânico Peter Mandelson teria compartilhado informações privilegiadas com Epstein durante a crise financeira de 2008.

Além disso, os documentos ampliaram a pressão sobre o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III. Novas imagens e relatos reforçaram denúncias de abuso sexual envolvendo o membro da família real britânica.

Brasil aparece em milhares de citações

Os documentos mencionam o Brasil cerca de quatro mil vezes. Segundo os registros, investigadores encontraram referências genéricas a um “grande grupo brasileiro” durante interrogatórios conduzidos pelo FBI.

Além disso, arquivos apontam viagens do empresário Jean-Luc Brunel ao Brasil para suposto recrutamento de garotas.

Os nomes de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro também aparecem de forma indireta em trocas de mensagens. Epstein comentou a vitória de Bolsonaro no primeiro turno de 2018 em conversas com Steve Bannon, aliado de Trump.

Já Lula foi citado em emails enviados pelo linguista Noam Chomsky enquanto participava da campanha “Lula Livre”.

Morte de Epstein segue cercada de suspeitas

Os documentos também reforçaram dúvidas sobre a morte de Epstein, registrada oficialmente como suicídio em agosto de 2019.

Segundo os relatórios, o financista estava sozinho na cela na noite da morte. Além disso, agentes penitenciários deixaram de monitorá-lo corretamente, enquanto duas câmeras de segurança não funcionavam.

Apesar das falhas, o FBI e o Departamento de Justiça concluíram que Epstein tirou a própria vida usando um lençol.

Teorias conspiratórias ganham força

As revelações alimentaram novas teorias conspiratórias sobre possíveis ligações de Epstein com serviços de inteligência internacionais.

Parte da extrema direita americana passou a usar o caso para sustentar a narrativa de que elites políticas, empresariais e culturais operariam redes secretas de exploração sexual. No entanto, os documentos divulgados até agora não comprovam essas acusações.

Alice Soares

Sobre o autor

Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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