
Teve início nesta segunda-feira (9) o julgamento de Ryan Wesley Routh, o homem acusado de tentar assassinar o presidente dos EUA, Donald Trump. O caso ocorreu durante a campanha presidencial em 2024. O réu se declarou inocente e optou por fazer a própria defesa, dispensando advogados.
Crimes do acusado
Routh enfrenta acusações de tentativa de homicídio e porte de armas de fogo. Apesar de ter rejeitado a assistência de um defensor, ele terá o apoio de advogados auxiliares durante o processo. A decisão de se defender sozinho foi comunicada à juíza Aileen Cannon em uma carta, na qual Routh escreveu ser melhor “caminhar sozinho”.
A juíza Cannon negou pedidos incomuns do réu, incluindo uma “sessão de pancadaria” e uma partida de golfe com Trump. Nesta última, Routh propôs que, “se ele [Trump] ganhar, pode me executar, mas se eu ganhar, fico com o emprego dele”, conforme noticiado pela ABC News. A magistrada também rejeitou a lista de testemunhas do acusado, alegando que ele não poderia usar depoimentos para “gerar caos calculado”.
A seleção do júri aconteceu nesta segunda-feira, e as declarações de abertura do caso estão previstas para a próxima quarta-feira (11). A expectativa é que o julgamento dure entre duas a quatro semanas.
Relembre o caso
O suposto ataque ocorreu em 15 de setembro de 2024, em um clube de golfe na Flórida. Na época, Trump era candidato à presidência. Um agente do Serviço Secreto afirma ter visto Routh com um rifle escondido em uma área de mata. Após o agente disparar contra o suspeito, Routh teria fugido de carro, mas foi preso logo em seguida.
A polícia encontrou a arma no local onde o atirador estaria escondido. Routh supostamente usou o rifle, que tinha mira telescópica e número de série raspado, no plano. Além disso, a polícia encontrou uma carta escrita por ele.
O texto, intitulado “Querido mundo”, dizia: “Esta foi uma tentativa de assassinato contra Donald Trump, mas eu falhei com vocês”. Ryan Routh tem antecedentes criminais por crimes cometidos em 2002 e 2010. Embora tenha apoiado Trump em 2016, a imprensa norte-americana relata que ele teria deixado de ser apoiador em 2020.

