
O Tribunal do Júri de Brusque condenou três homens a penas que somam mais de 100 anos de prisão. Eles sequestraram e executaram um homem em março de 2023. A vítima era enteada de um policial militar do Pará.
Na noite de 9 de março de 2023, os criminosos invadiram a casa da vítima no bairro Águas Claras, em Brusque. Armados, eles gritavam que “filho de policial tinha que morrer”. Em seguida, obrigaram o homem a entrar em um carro e o levaram até o bairro Águas Negras, em Botuverá.
Os sequestradores mantiveram a vítima em cárcere privado durante toda a noite. No dia seguinte, conduziram o homem por uma trilha em área de mata. Lá, atiraram contra ele e causaram fraturas no crânio e na mandíbula.
A esposa recebeu mensagens enviadas do celular da vítima, mas a polícia só encontrou o corpo em 20 de abril, 41 dias depois.
Investigação identificou cinco suspeitos
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Brusque, conduziu a investigação. Os policiais ouviram testemunhas, analisaram imagens e cruzaram dados. Também representaram por medidas cautelares que ajudaram a identificar os cinco suspeitos.
Três deles foram julgados e condenados. Um recebeu pena de 36 anos e seis meses, outro de 34 anos e quatro meses. O terceiro, ainda assim, também condenado por tráfico de drogas, cumprirá 44 anos e cinco meses em regime fechado. Ele também deve pagar multa de aproximadamente R$ 237 mil.
Um dos investigados morreu em confronto com a Polícia Civil do Pará, onde estava foragido. A polícia procura uma mulher que participou do crime, da qual, dessa forma, será julgada.
O Ministério Público de Santa Catarina sustentou a acusação de homicídio triplamente qualificado, sequestro, porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e participação em organização criminosa.
Os promotores destacaram que a motivação foi fútil e torpe. O crime ocorreu porque a vítima era enteada de policial e havia comprado drogas de facção rival.
O Ministério Público elogiou o trabalho dos investigadores, considerado fundamental para o resultado do julgamento. Os réus já estavam presos preventivamente e agora, portanto, começam a cumprir pena em regime fechado. O Supremo Tribunal Federal determina que decisões do Tribunal do Júri tenham execução imediata. O Tribunal do Júri julgou o caso e confirmou a condenação em 5 de setembro de 2025, última sexta-feira.

