
Os torcedores brasileiros que estão de malas prontas para assistir à Copa do Mundo 2026 precisam comparecer aos postos de saúde. Os principais órgãos de vigilância sanitária do país emitiram um alerta urgente para que os viajantes atualizem a vacinação contra o sarampo antes de deixarem o Brasil.
Recomendações para a Copa do Mundo
A recomendação antecipa um problema grave, visto que as três nações sedes do Mundial (Estados Unidos, México e Canadá) enfrentam um severo surto da doença. Juntos, esses territórios concentram atualmente 70% dos casos de sarampo em todas as Américas. Para se ter uma ideia da gravidade, o México já contabiliza mais de 10 mil infectados este ano, enquanto os EUA registraram 1.792 casos.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional no mês passado. O objetivo é convocar os viajantes para que regularizem suas cadernetas de vacinação antes do momento do embarque. Além de garantir a segurança individual do cidadão, a medida serve como uma barreira sanitária crucial. Dessa forma, as autoridades pretendem impedir que o vírus retorne ao Brasil, que mantém o status de país livre da doença desde 2024.
Saiba onde se vacinar e quem deve tomar
Os cidadãos podem encontrar a vacina gratuitamente em qualquer unidade de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, os médicos alertam que a aplicação deve ocorrer, pelo menos, 15 dias antes da viagem, garantindo assim o tempo necessário para o corpo desenvolver a proteção máxima.
A dosagem varia conforme a faixa etária do viajante. Confira as regras:
- Crianças de 6 a 11 meses: devem receber a chamada “dose zero” (uma imunização extra).
- Jovens de 1 a 29 anos: necessitam de duas doses completas.
- Adultos de 30 a 59 anos: devem receber uma dose única.
Os postos aplicam a vacina tríplice viral que, além de combater o sarampo, também protege a população contra a caxumba e a rubéola.
Entenda os riscos
O sarampo se caracteriza como uma doença infecciosa grave e altamente contagiosa. O vírus se espalha facilmente pelo ar por meio da tosse, da fala ou da respiração de indivíduos contaminados. Inclusive, uma pessoa infectada consegue transmitir o patógeno antes mesmo de manifestar os primeiros sinais de que está doente.
Em situações mais complexas, a infecção evolui para quadros perigosos, resultando em pneumonia, encefalite e até mesmo a morte do paciente. Portanto, os viajantes devem ficar atentos aos seguintes sintomas:
- Febre alta
- Tosse persistente
- Coriza e conjuntivite (olhos vermelhos)
- Manchas vermelhas que começam no rosto e se espalham pelo corpo
Esses sinais costumam aparecer entre 7 e 14 dias após o contato com o vírus. Caso o viajante apresente algum desses sintomas, a orientação oficial determina que ele evite o contato com outras pessoas e procure imediatamente um médico, hospital ou unidade de saúde mais próxima.

