
Um grupo de mulheres profissionais de saúde que atua em Itajaí, no Litoral Norte catarinense, formalizou uma denúncia de assédio moral e sexual que elas teriam sofrido durante o trabalho nas dependências da Unidade Básica de Saúde São João II. As denunciantes são trabalhadoras terceirizadas e denunciaram o coordenador, que era cargo de confiança, e que estaria praticando os assédios.
A situação relatada pelas vítimas ganhou repercussão nacional em reportagem apresentada no dia 5 de fevereiro, no progama Domingo Espetacular, da TV Record.
As vítimas também relatam que foram demitidas da empresa terceirizada assim que denunciaram o coordenador. Outros profissionais médicos que se manifestaram a favor das vítimas também foram demitidos.
A diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da região da Foz do Rio Itajaí (SindiFoz) se manifestaram sobre a situação. “Estes relatos, infelizmente, demonstram a realidade da Saúde do município, que foi vendida para as empresas terceirizadas, no qual o trabalhador não é prioridade, e o usuário do SUS é quem paga o preço da ingerência, assim como os relatos dos pacientes que foram entrevistados na matéria jornalística”, publicou a entidade. As vítimas também registraram boletins de ocorrência na Polícia Civil, que investiga o caso. A Prefeitura e a empresa terceirizada foram notificadas pelo Sindicato.
O secretário municipal de Saúde de Itajaí, Emerson Roberto Duarte, esteve na Câmara Municipal de Vereadores prestando esclarecimentos sobre o caso. Emerson atendeu ao convite feito pelo vereador Bruno Alfredo Laureano, o Bruno da Saúde (MDB).

“Não recebemos a formalização dessa denúncia, porque ela foi protocolada direto no setor de protocolo da Prefeitura, com tarja de documento sigiloso. Quando chega com essa tarja, é direto pra procuradoria, não passa pela nossa secretaria. Portanto, nós só sabemos o que as pessoas comentam. Mas está sendo encaminhado, foi aberto um processo administrativo, e respeitando o direito ao contraditório. Todas as testemunhas vão ser ouvidas, e de acordo com a conduta, teremos uma decisão administrativa. E além disso existe o processo competente na Polícia, que encaminha pro ministério publico”, disse o secretário. Segundo ele, o gerente acusado de ter cometido o assédio foi afastado no dia 12 de fevereiro, dois dias após as denúncias chegarem na Prefeitura. “Fomos surpreendidos com o fato das vítimas terem sido dispensadas, sem justa causa. Não é um protocolo nosso descartar uma pessoa que fez uma denuncia”, lamentou.

