Região Santa Catarina

Secretária Carmen Zanotto apresenta relatório da saúde na Alesc

O diagnóstico aponta fila de 105 mil pessoas para cirurgias eletivas e 117 mil aguardando consultas com especialidades cirúrgicas

Secretária Carmen Zanotto apresenta relatório da saúde na Alesc
Foto: Divulgação / Agência AL

Em reunião com deputados da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (Alesc), nesta quarta-feira (8), a  secretária Carmen Zanotto, apresentou as principais diretrizes do programa do Governo do Estado, em relação à saúde e o cenário atual da fila de espera por procedimentos. O Programa Estadual de Cirurgias Eletivas é considerado um dos principais planos de governo da gestão Jorginho Mello e tem como meta zerar a fila de espera de exames e cirurgias eletivas em Santa Catarina no prazo de seis meses.

O diagnóstico apresentado pela secretaria aponta uma fila de espera de 105 mil pessoas para cirurgias eletivas e 117 mil pacientes aguardando por consultas com especialidades cirúrgicas. Conforme o relatório, a maior demanda, que alcança um percentual de 21,7%, é por procedimentos ósteo-molecular, como cirurgia de joelho, quadril e ombro. No segundo lugar, com 20,3%, estão os procedimentos no aparelho digestivo. Cirurgias de varizes, angioplastias, vasectomias, laqueaduras e cálculo renal são demandas que também aparecem em grande número, conforme a secretária.

Estamos realizando várias frentes no sentido de zerar a fila de espera. A primeira foi separar os pacientes do conjunto de cirurgias eletivas daqueles que têm câncer, já que o câncer é uma cirurgia considerada urgente. Também estamos habilitando hospitais do estado para serem autorizados a fazer os procedimentos. Com isso, nós aumentamos o número de hospitais aptos a integrar o programa das cirurgias eletivas”, explicou a secretária de Saúde.

A audiência pública foi organizada para divulgação do relatório de ações da saúde estadual no último quadrimestre de 2022. A prestação de contas periódica atende a uma obrigação constitucional. Conforme o relatório divulgado, o investimento do Estado no setor em 2022 foi de 14,85% do orçamento, ficando 2,85 pontos percentuais acima do mínimo de investimento determinado pela Constituição Estadual.

Foram ainda apresentados no encontro, dados sobre indicadores de saúde, cobertura vacinal, combate à dengue e ao Covid-19, gastos e fontes de financiamento. Conforme o relatório, a cobertura vacinal abaixo da meta foi um dos destaques. Apenas a vacina tríplice viral bateu a meta de cobertura de 95%. As demais, como poliomielite, BCG, pentavalente e hepatite, atingiram menos de 90% de imunização do público-alvo.