
Nesta sexta-feira (12) foi divulgado que Santa Catarina ultrapassou a marca de 62.200 focos do mosquito Aedes aegypti até o início de dezembro. O dado, divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica, mostra que o vetor já aparece em 263 municípios. Por isso, o estado entra em um cenário de atenção máxima para dengue, chikungunya e outras arboviroses.
Avanço da infestação no estado
Atualmente, 184 dos 295 municípios catarinenses já enfrentam infestação do mosquito. Ou seja, o problema deixou de ser localizado e passou a atingir praticamente todas as regiões. Além disso, o calor intenso e as chuvas frequentes aceleram o ciclo de reprodução do Aedes aegypti, o que amplia o risco de novos focos.
Casos e mortes preocupam autoridades
Em 2025, Santa Catarina contabilizou mais de 134 mil notificações de dengue, com cerca de 25 mil casos prováveis. Até agora, 21 mortes foram confirmadas, enquanto outras seguem em investigação. A chikungunya também apresentou crescimento acelerado, com quase 3 mil notificações e aumento superior a 500% em relação ao ano anterior, além de quatro óbitos confirmados.
Por que o mosquito continua se espalhando
Especialistas explicam que pequenos descuidos fazem grande diferença. Água parada em recipientes domésticos, como pratos de plantas, calhas entupidas, caixas d’água mal vedadas e lixo acumulado, mantém o ciclo do mosquito ativo. Além disso, a falsa sensação de controle leva parte da população a relaxar nas ações preventivas.
Prevenção começa dentro de casa
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que eliminar criadouros é a medida mais eficaz no combate ao mosquito. A orientação é simples, mas precisa ser constante. Verificar quintais semanalmente, manter recipientes secos, descartar corretamente o lixo e proteger reservatórios de água são atitudes que salvam vidas e reduzem a pressão sobre o sistema de saúde.
Combate coletivo é decisivo
O enfrentamento ao Aedes aegypti depende de uma ação conjunta. O poder público intensifica vistorias, campanhas educativas e monitoramento, mas sem o engajamento da população os números tendem a crescer. Cada foco eliminado hoje representa menos casos amanhã.

