Região Santa Catarina

SC reforça importância da vacina BCG contra tuberculose

Imunizante protege bebês das formas mais graves da doença

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SC reforça importância da vacina BCG contra tuberculose
Foto: divulgação

Em Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Saúde tem feito um alerta para a importância da vacinação e do diagnóstico precoce da tuberculose, doença infecciosa e transmissível que ainda representa um desafio para a saúde pública.

No Dia Nacional de Combate à Tuberculose, que se celebra nesta segunda-feira (17), o órgão destaca que a vacina BCG (aplicada logo após o nascimento) é fundamental para evitar as formas mais graves da doença em bebês e crianças. O imunizante e o tratamento estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a tuberculose atinge principalmente os pulmões, mas pode comprometer outros órgãos. A transmissão ocorre pela fala, tosse ou espirro de pessoas infectadas. Entre os sintomas mais comuns estão tosse persistente por mais de duas a três semanas, febre no fim da tarde, suor noturno, cansaço e perda de peso.

Tuberculose

Neste ano, entre janeiro e novembro, a cobertura vacinal da BCG em crianças menores de um ano chegou a 83,18% em Santa Catarina. A vacina, aplicada em dose única, protege contra a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar, formas potencialmente fatais em crianças pequenas.

Segundo João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), identificar precocemente a doença é essencial para interromper a cadeia de transmissão. “O diagnóstico rápido e o início imediato do tratamento aumentam as chances de cura e reduzem o risco de contaminação de outras pessoas”, afirma.

O tratamento ocorre com uso de antibióticos específicos, administrados por um período de seis meses a um ano, conforme a gravidade do caso. A SES reforça que a mobilização social é parte fundamental no enfrentamento da doença, estimulando a busca por atendimento em casos de sintomas suspeitos e o apoio às pessoas em tratamento.

Situação em Santa Catarina

Em 2024, o estado registrou 2.339 novos casos de tuberculose, sendo 1.979 na forma pulmonar – a mais transmissível. A incidência foi de 29 casos para cada 100 mil habitantes. Dessa forma, entre os pacientes, 88% realizaram testagem para HIV, e 14,3% tiveram diagnóstico com coinfecção tuberculose/HIV.

Em 2022, 28 municípios catarinenses foram reconhecidos pela SES por atingirem metas nacionais de diagnóstico, tratamento e prevenção.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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