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Santa Catarina tem 184 cidades infestadas pelo mosquito da dengue; Saúde alerta

Autoridades contabilizam mais de 62,2 mil focos em 263 municípios

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Santa Catarina tem 184 cidades infestadas pelo mosquito da dengue; Saúde alerta
Foto: Divulgação - Arquivo / Agência Brasil

Santa Catarina enfrenta um aumento preocupante nas arboviroses. O último Informe Epidemiológico, revela que o estado superou a marca de 62 mil focos do mosquito Aedes aegypti. As autoridades de saúde contabilizam 62.209 focos em 263 municípios, um cenário que mantém um estado de alerta permanente.

A intensa proliferação do mosquito impacta diretamente o registro de casos de dengue em 2025. Santa Catarina acumula 134.231 notificações da doença, das quais 25.734 classificam-se como prováveis. Além disso, a dengue já confirmou 21 óbitos no território catarinense, enquanto outros três casos seguem em investigação. Atualmente, 184 dos 295 municípios do estado carregam a classificação de infestados pelo vetor.

Chikungunya em crescimento exponencial

O cenário fica ainda mais grave com o avanço da chikungunya. O estado registra um aumento alarmante de 577,4% nos casos prováveis, comparando com o mesmo período de 2024. O novo informe aponta 840 casos prováveis entre 2.799 notificações, com 699 confirmações laboratoriais, contra 124 casos prováveis no ano anterior. Quatro mortes causadas pela doença já ocorreram em Santa Catarina.

A chikungunya, transmitida pelo mesmo vetor, causa febre alta, dores intensas nas articulações, mal-estar e manchas vermelhas. Em quadros graves, exige internação, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades.

Responsabilidade compartilhada

Para João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), a expansão das arboviroses resulta de uma combinação perigosa. O clima atual favorece a reprodução do Aedes aegypti, e, ao mesmo tempo, a população enfrenta desafios para manter as práticas preventivas.

“As condições climáticas atuais favorecem a reprodução do Aedes aegypti, e ainda enfrentamos desafios para que a população mantenha práticas preventivas. A dengue já faz parte do nosso cenário epidemiológico e demanda responsabilidade entre o poder público e a comunidade”, alertou Fuck.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) intensifica as ações de vigilância e controle do mosquito junto às prefeituras. Contudo, as autoridades reforçam que o engajamento da população mostra-se o ponto mais determinante para deter o avanço das doenças.

Como reduzir circulação do mosquito

Por fim, para reduzir a circulação do Aedes aegypti, o estado reforça que medidas simples e essenciais devem fazer parte do dia a dia:

  • Evitar acumular água em recipientes como pneus, tampas de garrafa, copos e latas.
  • Não manter materiais descartáveis sem uso em pátios e terrenos.
  • Tratar piscinas com cloro ou esvaziá-las completamente se estiverem fora de uso.
  • Manter lagos e tanques limpos, ou introduzir peixes que se alimentem de larvas.
  • Lavar vasilhas de animais com escova e sabão ao menos uma vez por semana.
  • Usar areia nos pratos de plantas e retirar a água acumulada em folhas duas vezes por semana.
  • Manter lixeiras sempre tampadas e armazenar pneus em locais secos e cobertos.