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Remédio contra calvície avança em estudo

Medicamento experimental com minoxidil de liberação prolongada aumentou o crescimento de fios em homens com queda de cabelo

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Remédio contra calvície avança em estudo
Foto: divulgação

Um medicamento experimental contra a calvície apresentou resultados promissores em estudo clínico divulgado em 2026 e voltou a ganhar destaque nesta quarta-feira (24). A biofarmacêutica Veradermics desenvolve o VDPHL01 para tratar a alopecia androgenética, principal causa de queda de cabelo em homens e mulheres. Agora, a empresa busca confirmar a eficácia e a segurança do produto em novas etapas de pesquisa antes de pedir aprovação regulatória.

Medicamento usa minoxidil oral

O VDPHL01 combina minoxidil oral com uma tecnologia de liberação prolongada. Assim, o medicamento libera a substância de forma gradual ao longo do dia.

Na prática, a empresa tenta manter o efeito contra a queda de cabelo e, ao mesmo tempo, reduzir picos de concentração no sangue. Esse ponto importa porque o uso oral do minoxidil exige cuidado médico, principalmente por causa de possíveis efeitos cardiovasculares.

Além disso, o remédio chama atenção porque não atua pela via hormonal. Portanto, ele segue um caminho diferente da finasterida, outro tratamento conhecido contra a calvície.

Ainda assim, o produto continua em fase de estudo. Ou seja, ele não representa uma cura definitiva e também não está disponível nas farmácias.

Estudo acompanhou 519 homens

A pesquisa de fase 2/3 avaliou 519 homens com alopecia androgenética leve a moderada. Os pesquisadores dividiram os voluntários em três grupos.

Um grupo tomou o VDPHL01 uma vez ao dia. Outro grupo recebeu duas doses diárias. Já o terceiro grupo usou placebo, uma substância sem efeito terapêutico direto.

Depois de seis meses, os homens que receberam o medicamento registraram crescimento capilar superior ao grupo placebo. Segundo os dados divulgados pela empresa, o grupo que tomou uma dose diária ganhou, em média, 30,3 fios por cm².

Já o grupo que tomou duas doses diárias alcançou aumento médio de 33 fios por cm². Enquanto isso, o grupo placebo registrou crescimento médio de 7,3 fios por cm².

Pacientes também perceberam melhora

Além dos números medidos pelos pesquisadores, os participantes também relataram melhora na cobertura capilar. Esse dado reforça a percepção visual do resultado, que costuma pesar bastante para quem enfrenta a calvície.

No grupo que tomou uma dose diária, 79,3% dos pacientes perceberam melhora. No grupo de duas doses, o índice chegou a 86%. Por outro lado, entre os participantes que receberam placebo, a taxa ficou em 35,6%.

Além disso, a empresa informou que os primeiros sinais de crescimento apareceram já no segundo mês de tratamento. Portanto, o estudo sugere uma resposta relativamente rápida em parte dos pacientes.

Resultado anima, mas ainda exige cautela

Apesar do avanço, especialistas costumam tratar esse tipo de resultado com prudência. Afinal, o medicamento ainda precisa passar por novas avaliações, ampliar dados e convencer agências reguladoras.

A própria Veradermics ainda conduz outros estudos. Por isso, o VDPHL01 deve ser visto como uma promessa em desenvolvimento, não como uma solução pronta.

Segundo a empresa, o medicamento foi bem tolerado durante a pesquisa. Além disso, o estudo não registrou eventos adversos graves relacionados ao tratamento nem efeitos cardíacos classificados como preocupação especial.

Mesmo assim, o uso de minoxidil oral deve ocorrer apenas com acompanhamento médico. Isso vale especialmente para pessoas com histórico de pressão baixa, arritmias, doenças cardíacas ou uso de outros medicamentos.

Próximas etapas vão definir o futuro

Agora, a Veradermics precisa confirmar os resultados em novos estudos. A empresa espera divulgar dados de outro ensaio de fase 3 com homens no segundo semestre de 2026.

Ao mesmo tempo, a companhia recruta mulheres para uma pesquisa específica sobre alopecia androgenética feminina. Esse passo é importante porque a queda de cabelo afeta homens e mulheres de formas diferentes.

Se os próximos testes confirmarem eficácia e segurança, a empresa pretende pedir aprovação regulatória nos Estados Unidos em 2027. Com isso, o medicamento poderia chegar ao mercado entre o fim de 2027 e o início de 2028.

Portanto, o estudo abre uma janela concreta de esperança. No entanto, ainda falta chão científico e regulatório até que o VDPHL01 vire uma opção real para pacientes. Por enquanto, a melhor conduta segue a mesma: diagnóstico correto, orientação médica e cuidado com promessas fáceis.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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