Região Santa Catarina

Primeiro caso de “DEN3” alerta para doença que já matou 98 catarinenses

Primeiro paciente da DEN3 foi detectada em Itajaí nesta semana

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Primeiro caso de “DEN3” alerta para doença que já matou 98 catarinenses
Foto: Divulgação/Prefeitura de Brusque

Médicos infectologistas tem relatado nos últimos meses a preocupação com a possibilidade de o Brasil passar por uma nova epidemia de dengue em 2024. O motivo do alerta é o retorno do sorotipo 3 da doença, chamado de DEN3. Após três casos terem sido confirmados em São Paulo, uma paciente em Itajaí, no litoral Norte catarinense, foi a primeira pessoa a ter confirmada a Dengue tipo 3 em Santa Catarina nesta semana.

Segundo os especialistas, qualquer pessoa está sujeita a desenvolver uma forma mais grave da doença. No entanto, o risco é maior para aqueles que já contraíram dengue em outra ocasião.

No caso da paciente de Itajaí, a contaminação é classificada como “importada”, já que a pessoa contraiu a infecção durante uma viagem a Punta Cana, na República Dominicana.

Fonte: Prefeitura de Gaspar

Infecção grave

Mesmo aquelas pessoas que não tiveram a infecção prévia por um dos outros tipos podem, sim, ter uma infecção grave. Mas a dengue tem uma particularidade que é: quem já contraiu a doença no passado e é infectado agora por um outro tipo, tem uma chance maior de ter uma infecção grave.

Além disso, pacientes de idade avançada e com outras doenças, como pressão alta, diabetes ou problemas pulmonar e cardíaco, estão mais suscetíveis.

Santa Catarina já registrou até hoje 118 mil casos confirmados de dengue, com 98 mortes.

O Ministério da Saúde tem divulgado uma série de orientações para se evitar a reprodução do Aedes aegypti e reduzir os ataques do mosquito transmissor da dengue. Confira:

Utilize telas de proteção com buracos de, no máximo, 1,5 milímetros nas janelas de casa;

Deixe as portas e janelas fechadas, principalmente nos períodos do nascer e do pôr do sol;

Mantenha o terreno limpo e livre de materiais ou entulhos que possam ser criadouros;

Tampe os tonéis e caixas d’água;

Mantenha as calhas limpas;

Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;

Mantenha lixeiras bem tampadas;

Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;

Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;

Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;

Limpe todos os acessórios de decoração que ficam fora de casa e evite o acúmulo de água em pneus e calhas;

Coloque repelentes elétricos próximos às janelas – o uso é contraindicado para pessoas alérgicas;

Velas ou difusores de essência de citronela também podem ser usados;

Evite produtos de higiene com perfume, pois podem atrair insetos;

Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.

Róbinson Gambôa

Sobre o autor

Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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