
A Organização Mundial da Saúde atualizou nesta semana o alerta sobre o vírus Nipah após a confirmação de casos na Índia. A entidade informou que dois profissionais de saúde foram diagnosticados no estado de Bengala Ocidental, na terça-feira (26), e reforçou que, até agora, não há transmissão comunitária. Por isso, a OMS classificou o risco global como baixo e destacou que o comportamento do vírus é diferente do observado na pandemia de Covid-19.
Situação atual dos casos
As autoridades indianas identificaram dois casos entre trabalhadores da saúde. Um paciente permanece em condição estável e o outro segue em estado grave. Em seguida, equipes médicas rastrearam mais de 190 contatos próximos e, até o momento, não encontraram novas infecções.
Além disso, o governo local intensificou a vigilância epidemiológica e ampliou os testes laboratoriais para evitar a disseminação do vírus.
Como o vírus Nipah se transmite
O vírus Nipah se espalha principalmente de animais para humanos, sobretudo por meio de morcegos frugívoros ou alimentos contaminados. Em casos específicos, também pode ocorrer transmissão entre pessoas, especialmente em ambientes hospitalares ou dentro de famílias.
No entanto, a infecção não se propaga pelo ar de forma eficiente. Por isso, o contágio exige contato próximo com secreções ou fluidos corporais, o que reduz a velocidade de disseminação.
Diferenças em relação à Covid-19
A OMS ressaltou que o Nipah e o coronavírus têm origem zoonótica, mas seguem padrões distintos de transmissão. Enquanto a Covid-19 se espalha facilmente por gotículas respiratórias e aerossóis, o Nipah depende de contato direto.
Além disso, a letalidade do Nipah é muito mais alta, variando entre 40 por cento e 75 por cento. Por consequência, pessoas infectadas tendem a adoecer gravemente rapidamente, o que limita a capacidade de transmissão em larga escala. Assim, o risco de um cenário semelhante ao da pandemia de Covid-19 é considerado reduzido.
Medidas adotadas pelas autoridades
Após a confirmação dos casos, o governo indiano reforçou os protocolos de controle de infecções nos hospitais. Ao mesmo tempo, ampliou o monitoramento dos contatos e manteve equipes em alerta máximo.
Paralelamente, a OMS segue acompanhando a situação e orienta os países a manterem sistemas de vigilância ativos. A entidade também lembra que ainda não existe vacina nem tratamento específico para o vírus Nipah.
Impacto internacional
Até agora, a OMS não recomenda restrições de viagens nem medidas extraordinárias fora das áreas afetadas. Segundo a organização, países com sistemas de saúde estruturados conseguem detectar rapidamente casos suspeitos e evitar surtos maiores.
Portanto, o cenário atual exige atenção, mas não justifica alarme global. A prioridade segue sendo a vigilância contínua e a resposta rápida a qualquer novo caso.

