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Número de cidades com alto risco de transmissão de dengue sobe para 47 em SC

No ano passado, estudo apontava 41 municípios nessa situação

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Número de cidades com alto risco de transmissão de dengue sobe para 47 em SC
Foto: Arquivo / Prefeitura de Blumenau

Em Santa Catarina, subiu para 47 o número de cidades que apresentam alto risco para a transmissão da dengue. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (26) no novo boletim epidemiológico sobre o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa). O relatório revela que 69 municípios apresentam médio risco e 34, baixo risco.

No estudo divulgado no ano passado, 41 municípios de Santa Catarina apresentavam alto risco de transmissão de dengue.  As cidades consideradas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti precisam realizar o levantamento para a identificação de áreas com maior proporção e  ocorrência de focos, bem como dos criadouros predominantes, indicando o risco de transmissão de dengue, chikungunya e Zika.

Somente em 2024, 155 cidades catarinenses foram orientadas a realizar o LIRAa. Porém, três (Apiúna, Itajaí e Penha) não cumpriram a iniciativa devido ao aumento de casos de dengue, cenário que já indica um alto índice de infestação. Nesse caso, foi feito um acordo com as três prefeitutras para que não fosse realizado o LIRa.

Aumento de 650%

Os municípios de Canelinha, na Grande Florianópolis, e Trombudo Central, no interior do estado, não realizaram a atividade. Por conta disso, apenas 150 concluiram o relatório.

“Os dados demonstraram um aumento significativo nos municípios classificados com médio risco. Em março de 2023 foram 38,4% dos municípios nessa condição, enquanto este ano o percentual subiu para 46%. Também ocorreu aumento dos municípios classificados em alto risco. Este cenário reflete a realidade que o estado vem enfrentando no ano de 2024 com o aumento de 650% dos casos prováveis de dengue quando comparado ao mesmo período do ano anterior”, alerta João Augusto Brancher Fuck, diretor de vigilância epidemiológica do estado.

Além de apresentar o risco de transmissão das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, o LIRAa fornece informações referentes à quantidade e o tipo de recipientes inspecionados, ou seja, locais que apresentam água parada, e que podem servir como criadouros para reprodução do mosquito. Foram inspecionados 148.318 depósitos, o que representa um aumento de 17,7% em relação ao LIRAa de 2023, quando foram inspecionados 126.003 depósitos.

Do total de objetos averiguados, a maioria (39%) era de recipientes móveis, como pratinhos de plantas e baldes, seguidos por lixo e sucata (30,1%) e os recipientes fixos como calhas e piscinas (14,8%).

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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