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Mulheres vítimas de violência e mães atípicas têm apoio psicológico online pelo SUS

Serviço Acolhe Mais tem capacidade para até 100 mil teleatendimentos por mês e pode ser acessado pelo Meu SUS Digital

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Mulheres vítimas de violência e mães atípicas têm apoio psicológico online pelo SUS
Foto: João Risi/MS

Mulheres em situação de violência e familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras podem receber atendimento psicológico gratuito pelo SUS em todo o país. O serviço Acolhe Mais oferece até 100 mil teleatendimentos por mês e permite que as usuárias busquem ajuda sem encaminhamento prévio. O acesso ocorre pelo aplicativo Meu SUS Digital.

A iniciativa busca ampliar o acesso à saúde mental, principalmente para mulheres que enfrentam dificuldades para chegar presencialmente aos serviços de saúde. Além disso, o atendimento funciona como uma porta de entrada para a continuidade do cuidado na rede pública.

Quem pode utilizar o serviço

O Acolhe Mais atende mulheres com 18 anos ou mais que estejam ou tenham estado em situação de violência. Além disso, o programa contempla mães, tias, avós, irmãs e outras familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

Dessa forma, o serviço também alcança mulheres que enfrentam sobrecarga emocional relacionada ao cuidado de familiares. A proposta considera tanto situações de violência quanto outras circunstâncias que podem afetar a saúde mental.

Como funciona o atendimento

Para solicitar o atendimento, a usuária deve entrar no Meu SUS Digital com uma conta gov.br. Em seguida, precisa acessar a área “Miniapps” e selecionar a opção Acolhe Mais.

Depois disso, o aplicativo direciona a usuária para a plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS, a AgSUS. Nesse ambiente, ela realiza o cadastro e responde às perguntas de acolhimento sobre sua situação.

Após a solicitação, a equipe entra em contato para organizar o atendimento. A consulta ocorre de forma remota e é realizada por psicólogas capacitadas pelo Ministério da Saúde. Assim, a mulher pode receber acolhimento sem precisar se deslocar até uma unidade de saúde.

Atendimento pode ter até dez sessões

Nos casos relacionados à violência, a equipe avalia, inicialmente, possíveis situações de risco, a rede de apoio e as principais necessidades da mulher.

A partir dessa avaliação, cada usuária pode realizar até dez sessões. Quando necessário, ela pode iniciar um novo ciclo de acompanhamento. Além disso, o serviço pode encaminhar a paciente para outros pontos da rede de saúde após a avaliação.

O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. A equipe é formada por psicólogas mulheres, capacitadas para realizar escuta qualificada e identificar possíveis situações de risco durante o atendimento virtual.

Serviço não exige encaminhamento prévio

Outro ponto é que a mulher não precisa passar primeiro por uma unidade de saúde para solicitar o atendimento. O próprio aplicativo permite iniciar o processo de acolhimento.

Além disso, nos casos de violência, o serviço pode orientar a usuária sobre a continuidade do cuidado e, quando necessário, encaminhá-la para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outro serviço da rede pública.

Assim, o Acolhe Mais amplia as possibilidades de acesso à saúde mental para mulheres que precisam de apoio psicológico e enfrentam barreiras para buscar atendimento presencial.

Alice Soares

Sobre o autor

Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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