
Uma idosa que residia na cidade de Penha, no Litoral Norte catarinense foi a 51ª morte por dengue em Santa Catarina. A paciente, que não teve seu nome divulgado até o momento, faleceu na madrugada desta sexta-feira (4). A família reclama que não conseguiu vaga em UTI, o que pode ter contribuído para a fatalidade.
Esta foi a primeira morte por dengue na cidade. O secretário Municipal de Saúde, Rodrigo Medeiros, relatou que desde a noite anterior manteve em contato contínuo com a Central de Regulação. Este é o órgão estadual responsável pela alocação de vagas em UTIs nos hospitais da região.
Rodrigo conta que buscou a liberação de um leito diretamente com a direção do Hospital Marieta Konder Bornhausen para transferência da paciente, mas não obteve porém sem sucesso.
O secretário disse que esgotou todas as possibilidades para resolver a situação. Mas, diante da negativa da Central de Regulação, a idosa veio a falecer dentro do Pronto Atendimento de Penha. “Não adianta nos estruturarmos, atender bem, e em caso de necessidade urgente não termos um leito liberado num hospital”, disse Rodrigo. Elçe explicou que é responsabilidade do Estado resolver essa situação.
Idosa foi primeira vítima da doença em Penha
O secretário anunciou que irá encaminhar o caso para o Ministério Público e registrar um boletim de ocorrência, buscando uma solução urgente para a grave situação. Ricardo ainda informou que existem outros três pacientes aguardando por vaga em UTI, e que ainda não conseguiu a liberação para transferência pela Central de Regulação. Penha possui um hospital que fecha todos os dias às 17h e atende somente casos particulares, mesmo funcionando em terreno público.
No total, 260 municípios catarinenses registraram casos prováveis e, além disso, já foram confirmadas 51 mortes por dengue. Para evitar o agravamento da doença, a SES alerta para a importância da hidratação intensa logo após os primeiros sintomas.

