
Um boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) nesta quarta-feira (2) revela um dado preocupante. Em apenas oito meses desse ano, o estado já atingiu 90 mortes por dengue, o mesmo número dos casos totais do ano de 2022. Oito óbitos ainda estão sendo analisados e dependem de confirmação.
Ainda conforme o monitoramento da vigilância, mais de 98 mil casos da doença já foram confirmados em 2023, número também superior ao total de confirmações do ano passado inteiro, quando foram diagnosticados 83.523 casos.
Conforme os especialistas da vigilância epidemiológica, para além do grande número de registros e mortes ocorridas até agora, outro fato que preocupa bastante á e possibilidade de ampliação de infestação pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
Estado se organiza de forma preventiva
A preocupação se fundamenta no fato de que com temperaturas mais elevadas, mesmo no período de inverno, aumenta a possibilidade de reprodução de transmissores já nos próximos meses e se intensificando ainda mais no final do ano.
Com objetivo de evitar a intensa proliferação de mosquitos, as equipes da DIVE já iniciaram o planejamento de um cronograma de ações preventivas. Para balizar o combate a infestações foi feito o mapeamento de risco, no qual se observou onde houve mais casos no estado e que merecem ações direcionadas.
Outra ação que ajudará na operação de combate e prevenção é a parceria com o Ministério da Saúde, planejada nesta semana quando técnicos da pasta federal estiveram no estado reunidos com equipe da vigilância estadual e representantes de regionais de saúde.

