
Monumentos, prédios públicos e espaços públicos de Santa Catarina ganharam uma iluminação em tom azul, em alusão ao Março Azul, o mês de prevenção ao câncer de intestino. A campanha de esclarecimento e conscientização da população é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).
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Em Florianópolis, a Figueira centenária, localizada na Praça XV, no Centro, e o Monumento do Sesquiscentenário da Polícia Militar de Santa Catarina, na Avenida Beira-Mar Norte, receberam a iluminação alusiva ao Março Azul. Sediado na Capital catarinense, o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª região também aderiu à campanha com a iluminação da fachada do prédio, localizado na Avenida Rio Branco, nº 919, no Centro.
A iluminação temática também se espalhou por outras cidades do Estado. Em Brusque, a Ponte Estaiada Irineu Bornhausen também recebe a iluminação alusiva ao Março Azul pelo segundo ano consecutivo. Em Joaçaba, no Meio Oeste, o monumento em homenagem a Frei Bruno foi o espaço escolhido para lembrar a campanha.
“A iluminação de monumentos e espaços públicos é simbólica e a coloração azulada faz a gente lembrar do Março Azul, o mês de prevenção ao câncer de intestino. É uma forma singela, mas eficaz de avisar a sociedade que o problema existe e precisa ser enfrentado. Agradecemos aos órgãos públicos que se sensibilizaram e promoveram a iluminação desses espaços”, destaca o médico endoscopista e gastroenterologista Cesar Lazzarotto, que preside da Sobed em Santa Catarina.
Câncer de Intestino
De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de intestino, também chamado de câncer colorretal, é o terceiro tipo de câncer que mais mata no Brasil, conforme registros do Instituto Nacional do Câncer (Inca), porém os pacientes têm 90% de chances de cura quando descoberto em fase inicial, por isso o diagnóstico precoce é fundamental.
A campanha Março Azul é focada no cidadão, mas também visa sensibilizar profissionais da saúde, gestores públicos e tomadores de decisão sobre os riscos relacionados a essa doença e a necessidade de se facilitar o acesso ao diagnóstico e tratamento precoce para reduzir indicadores.
Essa meta deve unir o sistema de saúde e entidades de especialidades médicas, com foco na qualidade de vida e saúde da população brasileira. Segundo dados do Ministério da Saúde, só em Santa Catarina, 2.470 novos casos devem ser registrados em 2023.
Doença
O câncer de intestino também é conhecido como câncer colorretal, porque engloba os tumores surgidos no intestino grosso – chamado cólon e reto, e os localizados no final do intestino. Alguns fatores de risco estão associados à doença, em sua maioria, relacionadas à alimentação, como o consumo de alimentos ricos em carne vermelha, carnes processadas, gorduras saturadas, o baixo consumo de cálcio e a obesidade.
Fumar, consumir bebidas alcoólicas e histórico familiar de câncer, além de ter uma vida sedentária, são fatores de risco que podem contribuir para o aparecimento de tumores. Alguns sinais precisam ser observados, principalmente em homens ou mulheres com mais de 45 anos.
Pacientes relatam como sintomas, a perda de peso sem mudanças na dieta alimentar, alteração do ritmo intestinal de início recente, sangue nas fezes, dor ou cólicas abdominais por mais de um mês, dores na região anal ou sensação de intestino cheio mesmo após evacuação. Diante dessas situações é recomendável procurar avaliação médica com brevidade.
Diagnóstico
Há dois exames capazes de detectar precocemente os tumores de intestino. O teste de sangue oculto nas fezes (FIT) é capaz de apontar sangue nas fezes, mesmo oculto a olho nu. Já a Colonoscopia permite ao médico enxergar o interior do intestino. Ao ser diagnosticado com câncer de intestino, o médico poderá recomendar o melhor tratamento para o caso, pois poderá incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia biológica.
“O tratamento indicado depende do tamanho do tumor. Pode ser muito simples, com a retirada de um pólipo, por isso a importância do exame preventivo”, ressalta a médica proctologista Elisa Treptow Marques. Ou seja, quanto mais cedo iniciar o tratamento, maiores as possibilidades de cura.
E mesmo após a cura, é necessário fazer um rigoroso acompanhamento com consultas e exames para evitar ou detectar um possível retorno do câncer. O monitoramento é imprescindível para identificar o reaparecimento da doença (recidiva) de forma precoce.

