
A campanha Março Azul: Prevenção é Saúde se encerrou nesta sexta-feira (31), após um mês intenso de ações para divulgar informações de prevenção ao câncer de intestino ou câncer colorretal. De abrangência nacional, a campanha foi mobilizada em Santa Catarina por uma força-tarefa formada pelas diretorias estaduais da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).
As ações foram as mais diversas e a informação foi um dos pilares da campanha em Santa Catarina. De norte a sul e de leste a oeste, médicos especialistas em Endoscopia, Coloproctologia, Gastroenterologia e Oncologia participaram de programas de rádio, televisão e sites (podcast), levando informação de qualidade à população catarinense, desmistificando questões relacionadas à doença e destacando o caráter prevenível do câncer de intestino com orientação das melhores práticas para prevenir lesões que podem evoluir para um câncer de intestino.
“Aqui fica o meu agradecimento a cada profissional médico que abnegou de um tempo em sua agenda para prestar esse esclarecimento essencial à população. A gente entende que o assunto nem sempre é dos mais agradáveis, mas é uma realidade e a campanha serve para isso, para dar luz a um problema que podemos prevenir com hábitos saudáveis e exames preventivos”, agradeceu o médico gastroenterologista Cesar Lazzarotto, presidente estadual da Sobed.
A campanha também teve um papel importante de esclarecimento junto aos agentes públicos, responsáveis por políticas públicas de saúde. O projeto de Lei 51/2023 que inclui o Março Azul no calendário oficial do Estado foi protocolado na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc). O parlamento catarinense também discutiu estratégias de prevenção, como a realização de mutirões de colonoscopia nos municípios, custeados pelo Estado, que atualmente é responsável por bancar o tratamento dos pacientes diagnosticados com câncer de intestino com um custo médio de R$ 77 mil.

A Alesc também utilizou a iluminação da cor azul em suas dependências para chamar atenção para a campanha, assim como outros órgãos públicos como o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a prefeitura de Criciúma. Outras cidades, como Brusque, Joaçaba e Lages também aderiram à campanha por meio da iluminação que simboliza o Março Azul. “Todas as ações são muito importantes, uma vez que o câncer de intestino ou colorretal é prevenível e, infelizmente, 85% dos pacientes fazem o diagnóstico em fase adiantada de doença, quando as chances de cura caem muito”, completa Lazzarotto.
Doença
O câncer de intestino também é conhecido como câncer colorretal, porque engloba os tumores surgidos no intestino grosso – chamado cólon e reto. Alguns fatores de risco estão associados à doença, em sua maioria, relacionadas à alimentação, como o consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas, consumo de carnes processadas, carne vermelha, redução na ingestão de verduras e legumes e a obesidade.
Fumar, consumir bebidas alcoólicas e histórico familiar de câncer, além de ter uma vida sedentária, são fatores de risco que podem contribuir para o aparecimento de tumores. Alguns sinais precisam ser observados, principalmente em homens ou mulheres com mais de 45 anos.
Pacientes relatam como sintomas a perda de peso sem mudanças na dieta alimentar, alteração do ritmo intestinal, sangue nas fezes, gases ou cólicas, vômitos e náuseas, dores na região anal ou sensação de intestino cheio mesmo após evacuação. Diante dessas situações é recomendável procurar avaliação médica com brevidade.

Diagnóstico e tratamento
Há dois exames capazes de detectar precocemente os tumores de intestino. O Teste FIT é capaz de apontar sangue nas fezes, mesmo oculto a olho nu. Já a Colonoscopia permite ao médico enxergar o interior do intestino e seu funcionamento.
Ao ser diagnosticado com câncer de intestino, o médico poderá recomendar o melhor tratamento para o caso, pois poderá incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia biológica. Quanto mais cedo o paciente iniciar o tratamento, maiores as possibilidades de cura. E mesmo após a cura, é necessário fazer um rigoroso acompanhamento com consultas e exames para evitar ou detectar um possível retorno do câncer. O monitoramento é imprescindível para identificar o reaparecimento da doença (recidiva) de forma precoce.

