
A cidade de Itajaí voltou a registrar violência contra servidores da saúde. Na manhã desta terça-feira (26), um paciente com histórico de dependência química ameaçou uma técnica de enfermagem na UBS Cidade Nova I. O episódio gerou tensão e, por isso, exigiu a intervenção da Guarda Municipal e da Polícia Civil. Em seguida, o SAMU encaminhou o paciente à UPA CIS, onde ele agrediu um médico e ameaçou outro técnico de enfermagem antes de fugir.
Este é o quinto caso registrado apenas neste mês, reforçando, portanto, uma sequência preocupante de agressões contra profissionais da saúde em Itajaí.
Série de agressões preocupa autoridades
A violência contra servidores não é recente. Na semana anterior, na UPA Cordeiros, pacientes insatisfeitos com atendimentos agrediram verbalmente médicos e técnicos. Em um dos episódios, uma paciente ofendeu verbalmente um médico após ele negar atestado sem necessidade clínica. Em seguida, a equipe retirou a paciente do local e registrou a ocorrência em Boletim de Ocorrência.
Diante da recorrência, a Secretaria de Saúde iniciou ações imediatas para reforçar a proteção dos profissionais, incluindo a contratação de mais vigilantes, a instalação de botões de pânico e a realização de rondas pela Polícia Militar.
Medidas de prevenção entram em vigor em setembro
A Prefeitura de Itajaí anunciou que, a partir de 1º de setembro, todas as unidades de saúde passarão a contar com botões de pânico, garantindo acionamento imediato em situações de risco. Além disso, a administração estuda implantar portas de detecção de metais e saídas de emergência nas unidades.
A secretária de Saúde, Dra. Mylene Lavado, enfatiza que a violência não será tolerada. “Nosso objetivo é garantir que quem cuida da população também seja tratado com respeito”, afirmou. Além disso, a pasta planeja oferecer atendimento psicológico e suporte multidisciplinar aos profissionais vítimas de agressões.
Legislação prevê punições rigorosas
O Código Penal prevê punições para crimes contra profissionais de saúde, incluindo lesão corporal, ameaça ou desacato, com penas que variam de 3 meses a 2 anos, dependendo da gravidade.
A Prefeitura reforça que a população pode registrar denúncias pelos canais oficiais da Ouvidoria: telefone 0800 646 4040, e-mail [email protected] ou WhatsApp (47) 98819-0955. A gestão municipal repudia qualquer forma de violência e lembra que o respeito é fundamental para que o sistema de saúde funcione com segurança e dignidade.

