
A cidade de Itajaí registrou dois casos de dengue tipo 3 na última semana, levando a Vigilância Sanitária a intensificar a aplicação do fumacê nos bairros São Vicente e Cidade.
A dengue possui quatro sorotipos distintos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Todos podem causar infecções assintomáticas ou evoluir para quadros graves da doença. De acordo com o programa de combate a endemias, em Itajaí, os sorotipos 1 e 2 são os mais comuns.
Alguns estados brasileiros enfrentam uma epidemia do sorotipo 3, e o deslocamento de pessoas entre cidades pode acelerar a propagação do vírus. Se um mosquito Aedes aegypti infectado picar novos hospedeiros, a transmissão da doença se amplia.
“O problema não é o sorotipo 3 em si, mas o fato de que muitas pessoas nunca tiveram contato com ele, já que não circulava há anos”, explica Lúcio Vieira, Coordenador do Programa de Controle da Dengue.
A população tem um papel essencial no combate à doença. Para eliminar os criadouros do mosquito, é fundamental que as pessoas esvaziem garrafas e as armazenem com a boca virada para baixo, limpem calhas, lajes e ralos, tampem tonéis, lixeiras e caixas-d’água, coloquem areia nos pratos das plantas e lavem reservatórios de água com água e sabão.
Central de atendimento e monitoramento dos caos
Além das operações de combate ao Aedes aegypti, o município mantém a Central da Dengue, que atende pacientes com sintomas de viroses e doenças respiratórias. O serviço funciona 24 horas no décimo andar do Hospital Marieta Konder. O local oferece assistência a pessoas com febre, dor de cabeça, diarreia, bem como a outros sintomas de infecções.
No último boletim epidemiológico, emitido em 24 de março (segunda-feira), Itajaí registrou 3.805 notificações de dengue. Autoridades confirmaram 282 casos da doença, sem registrar oficialmente nenhuma morte. Ainda assim, a população pode acompanhar a evolução dos números no site dengue.itajai.sc.gov.br.

