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Itajaí, BC e Camboriú registram quase 800 focos de dengue e alerta para doença

As três cidades do Litoral Norte foram classificadas com alto risco de infestação da doença

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Itajaí, BC e Camboriú registram quase 800 focos de dengue e alerta para doença
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No último boletim epidemiológico de Santa Catarina divulgado pela DIVE, realizado no mês de março de 2023 pelos municípios considerados infestados pelo Aedes aegypti, foi encontrado na cidade de Itajaí 297 focos do mosquito da dengue, já em Balneário Camboriú 217 e em Camboriú 248.

Os dados classificaram as três cidades do Litoral Norte com alto risco de infestação da doença. Os principais tipos de recipientes inspecionados foram: pequenos recipientes móveis, como pratinhos de plantas e baldes (36,8%), lixo e sucata (29,2%) e os recipientes fixos como calhas e piscinas (15,9%). A Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta a população para tomar os devidos cuidados para evitar a proliferação do mosquito.

O que fazer?
• Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;
• Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
• Mantenha lixeiras tampadas;
• Deixe os tanques utilizados para armazenar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
• Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
• Mantenha ralos fechados e desentupidos;
• Lave com escova os potes de comida e de água dos animais, no mínimo uma vez por semana;
• Retire a água acumulada em lajes;
• Limpe as calhas, evitado que galhos ou outros objetos não permitam o escoamento adequado da água;
• Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em vasos sanitários pouco usados e mantenha a tampa sempre fechada;
• Evite acumular entulho, pois podem se tornar criadouros do mosquito.

GRUPOS DE RISCO

O perfil epidemiológico em 2023 comparado com o do ano passado apresenta uma proporção maior de casos registrados em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos de idade. O registro da doença nessa faixa etária, passou de 19% para 26,2% dos casos. Além disso, o número de casos com sinais de alarme para cada 100 casos de dengue, aumentou nessas idades, de 1,7 passou para 6,7. O mesmo se reflete nas hospitalizações. Enquanto 2,5% dos casos na população em geral são internados, na faixa etária de 0 a 19 anos, a taxa vai para 31,4%.

“A dengue na criança pode ser assintomática. Ou ela pode apresentar um quadro febril agudo ou ainda sinais e sintomas inespecíficos, tais como fraqueza, fadiga, sonolência, recusa da alimentação e de líquidos, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas”, alerta Fábio Gaudenzi, médico infectologista e superintendente de Vigilância em Saúde de SC.

Outro alerta é sobre outros sinais e sintomas da doença em menores de dois anos de idade: choro persistente, adinamia (fraqueza muscular) e irritabilidade, podendo ser confundidos com outros quadros infecciosos frequentes nessa faixa etária.

Além das crianças, são considerados grupos de risco para dengue: gestantes, adultos com idade acima de 65 anos, pessoas com comorbidades, como hipertensão arterial ou outras doenças cardiovasculares graves, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc), asma, obesidade, doenças hematológicas crônicas (principalmente anemia falciforme e púrpuras), doença renal crônica, doença ácido péptica, hepatopatias e doenças autoimunes. 

SINTOMAS

Os sintomas da dengue são: febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Podem ocorrer também náuseas e vômitos.

A dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada com o vírus. A principal medida de prevenção da doença é eliminar os criadouros do mosquito.

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