
O Ministério Público de Santa Catarina investiga o Hospital Dom Joaquim, em Sombrio, por suspeita de “fura-fila” em cirurgias bariátricas realizadas pelo SUS. A apuração ocorre no âmbito de um inquérito civil que analisa possíveis irregularidades na ordem de atendimento dos pacientes.
Uso de exames privados levanta suspeitas
Segundo o órgão, a investigação identificou indícios de que pacientes utilizam exames feitos na rede privada para antecipar procedimentos no sistema público. Com isso, a prática pode burlar a fila de espera e violar princípios como universalidade, equidade e integralidade do SUS.
Recomendação busca impedir irregularidades
Diante desse cenário, o Ministério Público recomendou que o hospital deixe de aceitar exames pré-operatórios realizados fora da rede pública quando houver tentativa de acelerar o acesso às cirurgias.
Hospital cita critérios técnicos e responde à investigação
Além disso, o caso envolve o mesmo hospital que realizou aplicações de polilaminina, um tratamento experimental que ganhou destaque recente no estado. Em resposta, o Instituto Maria Schmitt (IMAS), responsável pela gestão da unidade, afirmou que segue rigorosamente os critérios do sistema público e respeita a ordem cronológica de atendimento.
Por outro lado, o instituto explicou que eventuais mudanças na fila podem ocorrer por critérios técnicos, como a condição clínica dos pacientes e a disponibilidade de recursos. Ainda assim, a entidade defendeu o uso de exames da rede privada, alegando que a prática evita a repetição desnecessária de procedimentos, inclusive invasivos.
Caso segue em apuração
Por fim, o IMAS informou que solicitou uma reunião com o Ministério Público para prestar esclarecimentos. Enquanto isso, o caso segue em investigação e pode ter novos desdobramentos.

