
Neste sábado, 4 de março, o dia é de alerta sobre a obesidade. O Dia Mundial da Obesidade foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre a condição, considerada uma doença crônica por entidades de vários países. A estimativa da OMS divulgada em 2022 é de que haja em torno de 1 bilhão de pessoas com essa condição no mundo.
Segundo a OMS, dos cerca de 1 bilhão de obesos, 650 milhões são adultos, 340 milhões são adolescentes e 39 milhões são crianças. Esse número, de acordo com a organização, continua crescendo. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que 60% dos adultos já têm excesso de peso (sobrepeso), e que um em cada quatro adultos tenham obesidade, num total de mais de 41 milhões de pessoas (os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde de 2020). Um estudo da Atlas Mundial da Obesidade aponta que 41% da população adulta no Brasil terá a doença em 2035, o que se refere a 4 em cada 10 brasileiros.
O sobrepeso e a obesidade são definidos como o acúmulo anormal ou excessivo de gordura com risco à saúde. Os parâmetros divulgados pela OMS levam em conta o Índice de Massa Corporal (IMC), calculado dividindo-se o peso pela altura ao quadrado. Um índice acima de 25 é considerado sobrepeso, e, acima de 30, obesidade. A condição afeta a maioria dos sistemas do corpo e pode levar a doenças crônicas como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, acidente vascular cerebral e várias formas de câncer, de acordo com a OMS.
Em entrevista à Agência Senado, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN), que é médica, deu orientações sobre o enfrentamento da obesidade: “Vivemos uma epidemia de obesidade. Para enfrentá-la, é recomendável ter uma dieta saudável, evitando alimentos ultraprocessados, praticar atividades físicas e tratar doenças que podem levar a essa condição, como, por exemplo, o hipotireoidismo.”
Em análise na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), há o PL 2.532/2021, do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), inclui entre os procedimentos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cirurgias de abdominoplastia e lipoaspiração em pacientes previamente submetidos a cirurgia bariátrica.
“O sucesso do procedimento cirúrgico é acompanhado de intensa perda de massa corporal, de modo que é frequente a ocorrência de flacidez e excesso de pele. Para esses casos, está indicada a realização de cirurgia plástica reparadora pós-bariátrica, a fim de corrigir as deformidades decorrentes do emagrecimento extremo, especialmente quando acompanhadas de limitação da movimentação, desequilíbrio da coluna vertebral e infecções cutâneas recorrentes”, defende Mecias.
Fonte: Agência Senado

