Região Grande Florianópolis

Clínica de estética é interditada em Florianópolis

A empresa vinha sendo investigada após denúncias de uso de produtos irregulares em procedimentos

Clínica de estética é interditada em Florianópolis
Divulgação / internet

Nesta quinta-feira (4) o Procon, por determinação do Ministério Público, interditou por tempo indeterminado uma clínica de estética em Florianópolis. A suspensão das atividades do estabelecimento foi determinada devido a suspeita que os procedimentos que estão sendo realizados na empresa, coloquem em risco a vida dos clientes. A clínica ainda é acusada de negar informações essenciais, entre outras ações irregulares que prejudicam clientes.

Conforme a coordenação do órgão, antes da decisão de fechamento, o Procon de Florianópolis, em conjunto com a Vigilância Sanitária, verificou denúncias feitas por clientes da clínica e fez uma vistoria no local. Na oportunidade encontraram produtos falsos ou sem registro na autoridade sanitária (ANVISA), substâncias com validade expirada, além de descarte irregular de resíduo infectante.

Relembre o caso:

A vistoria ocorreu em 19 de abril. Quando equipes da Vigilância Sanitária e do Procon foram ao estabelecimento verificar as denúncias recebidas. Em um primeiro momento a fiscalização foi impedida de entrar e realizar a vistoria e só conseguiu acesso após a chegada da Polícia Militar. Durante a vistoria, os agentes encontraram várias irregularidades.

Em um depósito de lixo, foram achadas embalagens de produto usados em procedimentos estéticos faciais e material usado para sua manipulação e aplicação, como seringas, incompatíveis com as configurações que saem de fábrica. Também foram encontrados produtos com validade diferente da que constava na embalagem. A clínica foi notificada e desde então vinha sendo investigada.

O que diz o Ministério Público

O Ministério Público de Santa Catarina emitiu uma nota, informando que caso vem sendo acompanhado pela 29ª Promotoria de Justiça da Capital e sobre o prosseguimento da ação: “Após receber uma série de representações, o Promotor de Justiça Wilson Paulo Mendonça Neto requisitou apuração dos órgãos de fiscalização e o Procon e a Vigilância Sanitária já inspecionaram o local. O Promotor de Justiça agora irá instaurar um inquérito civil e em seguida vai ouvir os responsáveis pelo local para aprofundar a investigação.“