
Entre fevereiro e julho deste ano, 73.716 catarinenses que aguardavam na fila de espera por uma cirurgia eletiva no estado foram atendidos, sendo submetidos aos procedimentos necessários. O novo levantamento mostrando a evolução do Programa Estadual de Cirurgias Eletivas foi apresentado na manhã desta segunda-feira (14) pelo governador Jorginho Mello, junto com a secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto.
Os dados mostram os principais números em comparação aos índices apresentados no lançamento do Programa em fevereiro, que incluíram a fila de espera por cirurgias eletivas, bem como a priorização do atendimento aos pacientes oncológicos.
Desde 30 de janeiro, a fila de 105.340 pesoas que aguardavam por uma cirurgia foi reduzida para 56.742 até o dia 10 de agosto, ou seja, 53,8% da demanda reprimida foi solucioada. Outra redução significativa ocorreu nas consultas cirúrgicas, que passaram de 117 mil para 33 mil. Outros 19.158 procedimentos oftalmológicos trataram da cirurgia ambulatorial de catarata. No entanto, 30% dos pacientes agendados para este ano não compareceram no dia da cirurgia, segundo informções dos hospitais catarinenses.
“Se é um alívio pra nós divulgar esses números, imagine para quem saiu da espera, do sofrimento, e foi atendido. Só não atendemos mais gente porque alguns pacientes não foram localizados para realizar a consulta que antecede a cirurgia ou não apareceram na data marcada”, lamentou o governador.

A Secretaria da Saúde revelou que promoveu encontros com secretários municipais de saúde e representantes dos hospitais prestadores de serviços, além de reorganizar a distribuição dos pacientes nas regiões do Estado. Também foi criado um dispositivo de habilitação estadual que possibilitou o aumento do número de prestadores de serviços de alta e média complexidade.
No caso da ortopedia, especialidade que compõe o maior número de pacientes em fila de espera por cirurgia eletiva, Santa Catarina passa agora de 18 para 30 unidades com capacidade para realizar procedimentos de alta complexidade.
Já em cardiologia, o estado passa de 12 para 16 unidades habilitadas, havendo uma ampliação da autorização de procedimentos a serem realizados em cinco delas. No caso dos procedimentos de cateterismo a fila pediátrica para este procedimento foi zerada para os pacientes aptos a realização.

