
A Prefeitura de Balneário Camboriú foi notificada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para fazer uma campanha educativa para aumentar o índice vacinal contra a poliomielite. O órgão, apurou junto à Vigilância Epidemiológica e constatou que a cidade vacinou 5.513 crianças de zero a quatro anos contra a doença. Isso representa 48,76% do público-alvo.
Utilizando a dose injetável ou a tradicional “gotinha”, a cidade está bem abaixo da meta recomendada, que é de 95%. O Promotor de Justiça Alan Boettger sugere que o Município use os meios de comunicação, como rádio, TV, portais, jornais e, ainda assim, redes sociais, para promover a importância da vacina.
A 4ª Promotoria de Justiça também orienta ampliar os locais de vacinação, os dias e horários de atendimento, e ainda assim, realizar mutirões como o “Dia D”. De acordo com o órgão, é necessário que a equipe de saúde da família busque ativamente crianças para imunizá-las.
O MPSC também recomenda que os agentes comunitários de saúde adotem medidas em relação à omissão de pais ou responsáveis em atualizar o esquema vacinal dos filhos. Dessa forma os servidores devem informar o fato à chefia imediata para providências quanto à realização de esclarecimentos individuais ou campanhas de conscientização direcionadas.
Outras solicitações são destinadas a Secretaria de Assistência Social e o Conselho Tutelar de Balneário Camboriú. O comunicado fala da garantia da vacinação contra a Poliomielite de crianças e adolescentes em serviços de acolhimento institucional ou familiar no município.
Atuação baseada na ciência
A Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú enfatiza que os servidores da saúde devem esclarecer dúvidas sem emitir posicionamentos pessoais, políticos, filosóficos ou religiosos. Dessa forma recomenda que a Secretaria Municipal de Saúde disponibilize profissionais, para esclarecer sobre a segurança e a eficácia da imunização nos locais de vacinação.
“O registro é importante: a doença pode causar fraqueza muscular, paralisia e, em casos mais graves, a morte. A vacinação completa garante proteção e reduz o risco de sequelas permanentes associadas à poliomielite”, reforça o Promotor de Justiça Alan Boettger na recomendação.

