
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, determinou nesta quarta-feira (06) o recolhimento imediato de um lote de canela em pó da marca Kodilar após exames laboratoriais confirmarem a presença de pelo de roedor no produto. Além disso, a agência suspendeu a venda, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o consumo do alimento em todo o Brasil.
A decisão foi tomada porque o material encontrado representa risco direto à saúde e também revela falhas no processo de produção e controle sanitário da empresa responsável.
Lote apresentou contaminação
Segundo a Anvisa, o lote afetado é o 444/02, com validade até 2 de janeiro de 2027. A empresa responsável pela fabricação é a M.W.A. Comércio de Produtos Alimentícios Ltda.
A Fundação Ezequiel Dias, em Minas Gerais, realizou a análise e identificou resultados insatisfatórios no ensaio de pesquisa de matérias estranhas. Durante a avaliação, os técnicos encontraram pelo de roedor e também fragmentos de pelos de mamíferos não identificados.
Além disso, a fiscalização também apontou falhas nas Boas Práticas de Fabricação, o que agravou ainda mais a situação. Por isso, a Anvisa publicou a medida no Diário Oficial da União por meio da Resolução-RE nº 1.843, de 5 de maio de 2026.
Consumidor deve suspender o uso
Quem comprou a canela em pó desse lote deve interromper o consumo imediatamente. A recomendação é não utilizar o produto em nenhuma preparação, mesmo que a embalagem pareça intacta.
Além disso, o consumidor deve acompanhar os canais oficiais da fabricante e dos órgãos sanitários para saber como será feito o recolhimento e eventual substituição ou reembolso.
Quando esse tipo de contaminação aparece, o alerta é sério. Afinal, a presença de pelos de roedor pode indicar falhas no armazenamento, na manipulação e até no controle de pragas dentro da linha de produção.
Fiscalização mais rígida
Nos últimos meses, a Anvisa tem reforçado a fiscalização sobre alimentos industrializados e produtos com potencial risco sanitário. Quando há qualquer ameaça à saúde pública, a retirada do mercado acontece de forma imediata.
Nesse caso, a medida busca evitar novos consumidores expostos ao produto e também pressionar a empresa a corrigir rapidamente as irregularidades encontradas.
Agora, o foco está no recolhimento completo do lote e na apuração das responsabilidades. Porque, quando o assunto é segurança alimentar, confiança se perde no primeiro fio de pelo.

