
A alta incidência de casos de contaminação por dengue nas Américas é motivo de atenção prioritária da Organização Mundial da Saúde (OMS), que já disparou um alerta para os países do continente. Conforme o monitoramento, Bolívia, Peru e Brasil são os países com maior registro de casos confirmados da doença no primeiro semestre de 2023.
No total, os três países juntos acumulam mais de 2,9 milhões de casos, entre confirmados e suspeitos, nos primeiros 180 dias do ano. Esse saldo representa mais do que total de registros de todo ano de 2022, quando foram diagnosticados 2,8 milhões de contaminações da doença.
Somente no Brasil, segundo relatado à OMS, já são mais de 2,3 milhões casos esse ano, o que representa quase 80% do total. Na comparação com a média dos últimos 5 anos o total de casos confirmados por dengue no Brasil em 2023 é pelo menos 70% superior. Mais de 800 pessoas já morreram da doença esse ano no país.
Ainda de acordo com a OMS, uma das justificativas é para a disparada de casos neste ano é o ciclo natural e tradicional das epidemias de dengue, que ocorrem com mais intensidade a cada três ou cinco anos.
No mercado brasileiro existem duas vacinas habilitadas pela Anvisa:
A Qdenga é produzida pelo laboratório japonês Takeda Pharma, aprovada esse ano, indicada para pessoas que nunca entraram em contato com o vírus, entre 4 e 60 anos.
A outra é a Dengvaxia, produzida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur e recomendada apenas para pessoas que já tiveram a doença.
Nenhum dos dois imunizantes está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e não há previsão para inclusão no calendário vacinal da saúde pública.

