
A jornada de Alice Norris, moradora de Newcastle, no Reino Unido, serve como alerta em relação aos cuidados com a saúde. Após o nascimento do primeiro filho, a britânica de 35 anos passou semanas enfrentando fadiga extrema e falta de ar. Inicialmente, ela atribuiu o mal-estar ao desgaste natural do pós-parto ou a uma possível nova gravidez. No entanto, os sintomas leves escondiam um câncer de intestino em estágio 3.
A ausência de sinais comuns, como sangue nas fezes, retardou a descoberta. Alice chegou a confundir o desconforto com hemorroidas, uma condição comum após o parto. Apenas após sua insistência por exames aprofundados é que os médicos identificaram o tumor com a mutação MSI-H, uma característica presente em cerca de 15% dos casos dessa doença.
Diagnóstico do câncer de intestino e sinais de alerta
O câncer colorretal, que atinge o intestino grosso (cólon e reto), surge de pólipos benignos tratáveis e muitas vezes se desenvolve de forma silenciosa. Conforme explica o Ministério da Saúde, os sintomas frequentemente se confundem com problemas digestivos simples.
Assim, é importante ficar atento a:
- Alterações intestinais: diarreia ou prisão de ventre persistentes;
- Desconforto físico: dores abdominais, cólicas e sensação constante de inchaço;
- Sinais sistêmicos: perda de peso sem motivo aparente, fraqueza, indisposição e anemia;
- Evidências diretas: presença de sangue oculto ou visível nas fezes.
A prevenção começa com hábitos saudáveis. O diagnóstico é feito por meio de exames clínicos, laboratoriais, colonoscopia e biópsia de lesões suspeitas.
Vale destacar que este tipo de tumor tem altas taxas de cura (95%) quando detectado cedo. Além disso, o câncer é comum entre pessoas acima dos 50 anos com hábitos sedentários, dieta pobre em fibras e carnes processadas.
Alice apresentou melhora após imunoterapia
Apesar do choque inicial, Alice recebeu encaminhamento médico e passou por um ensaio clínico com o medicamento pembrolizumabe. Essa imunoterapia estimula o próprio sistema imunológico do paciente a combater e destruir as células cancerígenas.
Após realizar três ciclos da medicação e passar por uma cirurgia para retirar o restante do tumor, os exames constataram que o corpo de Alice não apresenta mais células ativas da doença. Por fim, o tratamento gerou uma resposta completa, deixando apenas tecidos cicatriciais no local.
Monitoramento
Atualmente, Alice celebra a cura enquanto mantém uma rotina de monitoramento médico. Além de retomar os cuidados com o filho, ela também tem participado de grupos de apoio para outras pessoas com câncer colorretal.

