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Cadela enterrada viva: MPSC denuncia mulher por crime de extrema crueldade

Bonnie foi salva por moradores, mas perdeu dois filhotes após o ataque brutal

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Cadela enterrada viva: MPSC denuncia mulher por crime de extrema crueldade
Foto: Divulgação - Arquivo / Prefeitura de Joinville

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou uma mulher acusada de enterrar viva uma cadela prenhe em Joinville e de envolver adolescentes no crime. A Promotoria atribui à investigada os crimes de maus-tratos contra Bonnie e seus quatro filhotes, além de corrupção de menores.

Além disso, o órgão pediu à Justiça a fixação de indenização mínima de R$ 41.918,87 para reparar os danos causados aos animais.

Segundo a denúncia apresentada pela 21ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville, o crime ocorreu na manhã de 6 de fevereiro, em um condomínio no bairro Jardim Paraíso.

Conforme a investigação, a mulher teria participado do enterramento da cadela, conhecida na época como Chavosa, deixando apenas a cabeça do animal para fora da terra.

Moradores impediram a tragédia

Apesar da violência, Bonnie sobreviveu graças à rápida ação de moradores do condomínio. Eles ouviram os latidos da cadela, localizaram o ponto onde ela estava soterrada e conseguiram retirá-la da cova antes que morresse. Em seguida, encaminharam o animal para atendimento veterinário de emergência.

De acordo com o MPSC, Bonnie enfrentou intenso sofrimento físico e térmico. Ela estava prenhe de quatro filhotes quando foi enterrada. Dois deles, Bella e Stella, nasceram com vida após o resgate. No entanto, Beca e Billy morreram em consequência dos maus-tratos investigados.

O relatório médico-veterinário anexado ao inquérito apontou que a cadela chegou à clínica em estado gravíssimo, com quadro de choque associado à hipertermia e temperatura corporal de 40,7 ºC. Além disso, os exames identificaram terra na gengiva, na língua e nas unhas do animal, o que, segundo os peritos, comprova o soterramento e as tentativas desesperadas de escapar da cova.

MPSC destaca gravidade do caso

Na denúncia, a promotora de Justiça Simone Cristina Schultz sustenta que a conduta exige uma resposta penal compatível com a brutalidade dos fatos. Para ela, a acusada submeteu Bonnie a sofrimento intenso e prolongado, agravado pelo fato de a cadela estar gestando quatro filhotes.

A promotora também destaca que os animais devem ser reconhecidos como seres sencientes, capazes de sentir dor e sofrimento. Segundo ela, o estado de vulnerabilidade de Bonnie torna o caso ainda mais grave e reforça a necessidade de responsabilização dos envolvidos.

Por fim, o Ministério Público informou que deixou de oferecer um acordo de não persecução penal. Conforme o órgão, a violência extrema praticada contra o animal torna inadequada a aplicação do benefício previsto na legislação, diante da gravidade concreta do crime.

Murilo José

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Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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