
Na manhã desta segunda-feira (8), o prefeito de Brusque, Ari Vequi (DC), deixou o cargo após ser notificado oficialmente sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a cassação da chapa. O vice-prefeito Gilmar Doerner também foi afastado.
Durante o seu pronunciamento, Vequi destacou o trabalho realizado na Prefeitura de Brusque, citou os avanços em todas as áreas, e emocionado falou da decisão judicial, que acredita ser injusta.
“O sentimento é de injustiça, do não cumprimento da vontade popular, fui eleito com 25.734 mil votos válidos, isso representa 40,54% do eleitorado, esta é uma briga de tapetão. Saio com a cabeça erguida, com as mãos limpas. Não fiz nada de errado, foi simplesmente um apoio. Mas por respeitar a constituição, por respeitar as entidades, os poderes, faço isso dentro de uma normalidade, e seguindo firme na convicção que podemos reverter essa situação”, declarou.
Confira abaixo a entrevista em vídeo:
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu no dia 4 de maio, por 5 a 2, cassar o mandato do prefeito de Brusque, Ari Vequi (MDB), por abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 2020.
De acordo com o TSE, a decisão se deu em razão da utilização da estrutura da varejista Havan, em favor de Ari. Pela decisão, o próprio Luciano Hang fica inelegível até 2028, por ter praticado o abuso de poder econômico – o prazo equivale aos oito anos previstos na Lei da Ficha Limpa, mas contados a partir das eleições municipais de 2020.
Com a decisão, o TSE reverte julgamento do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), que não havia visto abuso de poder econômico na campanha promovida por Hang em favor de Vequi. A corte regional considerou que a sequência de vídeos publicados pelo empresário seria uma mera opinião política protegida pela liberdade de expressão.
Os advogados de Vequi, já protocoloram recurso junto ao TSE solicitando a suspensão da decisão.

