
O União Brasil expulsou o ministro do Turismo, Celso Sabino, nesta segunda-feira (08), depois que ele decidiu permanecer no governo Lula mesmo após uma ordem explícita para que todos os filiados deixassem os cargos federais. A executiva nacional confirmou a punição e afirmou que o ministro rompeu a disciplina partidária ao ignorar a determinação.
Decisão ocorre após meses de tensão
A crise começou ainda em setembro, quando o partido anunciou que romperia com o governo e exigiu que seus representantes entregassem seus cargos. Sabino chegou a dizer que avaliaria a saída, porém, ao longo das semanas, ele adotou postura contrária. Assim, participou de agendas com Lula, reforçou apoio público ao presidente e demonstrou disposição para seguir no comando do Turismo.
Esse movimento aumentou o desconforto interno. A cúpula do União Brasil, então, decidiu abrir processo disciplinar, que avançou rapidamente, já que as manifestações do ministro contrariavam a orientação oficial e enfraqueciam a estratégia de independência da legenda.
Partido fala em infidelidade partidária
Ao anunciar a expulsão, o União Brasil afirmou que Sabino cometeu infidelidade partidária. Segundo a sigla, a decisão reforça o compromisso do partido com coerência interna e alinhamento estratégico. Além disso, dirigentes disseram que a postura do ministro criou ruído político e dificultou a reorganização do partido para 2026.
Sabino planeja novo destino político
Com a expulsão, Sabino perde a filiação e precisa buscar nova legenda para disputar a eleição de 2026. Ele já vinha sinalizando interesse em concorrer ao Senado pelo Pará, portanto, a mudança de partido se torna ainda mais urgente. A ruptura também abre espaço para que outras siglas tentem atrair o ministro, que permanece bem posicionado no cenário político local.
A expulsão encerra meses de conflito, mas abre outra etapa da disputa por espaço no tabuleiro eleitoral de 2026. Agora, Sabino precisa redefinir sua rota política enquanto o União Brasil tenta reconstruir sua unidade interna.

