
O cenário político nacional ganhou um novo ator nesta terça-feira (4) com a aprovação do Partido Missão pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A sigla, que nasceu de articulações do Movimento Brasil Livre (MBL), teve como principais líderes o ativista Renan Santos e o deputado federal Kim Kataguiri (União-SP).
Com a instituição do Partido Missão, a legenda inicia imediatamente o processo de captação de lideranças para ganhar força. O objetivo principal é construir uma base sólida para as eleições de 2026.
Além disso, o partido já definiu seu projeto majoritário: Renan Santos, o presidente da sigla, deve concorrer à Presidência da República.

Apoio e número na urna de novo partido
O deputado federal Kim Kataguiri comemorou a decisão no plenário da Câmara e destacou-se como o primeiro parlamentar a integrar o Partido Missão no Congresso. Porém, caso não consiga uma carta de liberação do União Brasil, seu atual partido, Kataguiri aguardará a janela partidária, prevista para março e abril de 2026, para efetivar sua filiação.

A decisão do TSE teve o parecer e o voto favorável do ministro-relator André Mendonça. O magistrado afirmou que o Missão preencheu todos os requisitos legais. Para a criação, a lei exige mais de 540 mil assinaturas, e o grupo apresentou quase 600 mil.
Assim, a nova legenda se torna a 30ª oficialmente instituída no Brasil. Ela aparecerá na urna eletrônica com o número 14, que pertencia anteriormente ao extinto Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), após sua fusão com o Patriotas.

