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Senado avança e aprova na CCJ limite de 36 horas na jornada semanal

Proposta reduz carga de trabalho e mantém salários, enquanto segue para votação no plenário

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Senado avança e aprova na CCJ limite de 36 horas na jornada semanal
Foto: Divulgação

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira (10) a proposta que fixa em 36 horas o limite máximo da jornada semanal. A mudança, que preserva os salários e reorganiza o tempo de descanso, segue agora para o plenário da Casa.

O que muda para os trabalhadores

A medida estabelece que a jornada poderá ter até oito horas por dia, distribuídas em no máximo cinco dias por semana. Além disso, a proposta assegura ao menos dois dias consecutivos de descanso remunerado, preferencialmente aos fins de semana, o que amplia a qualidade de vida de quem trabalha.

Para evitar rupturas bruscas no mercado, o texto cria uma transição. No primeiro ano após a promulgação, a semana cairia para 40 horas. Em seguida, a redução avançaria ano a ano, sempre de forma gradual, até chegar às 36 horas. Tudo isso sem corte salarial, o que reforça o caráter social da mudança.

Por que a redução ganhou apoio

O relator Rogério Carvalho afirma que a proposta melhora o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, especialmente porque devolve tempo ao trabalhador. Além disso, ele argumenta que países que reduziram a jornada observaram maior produtividade e bem-estar, o que fortalece o debate no Brasil.

Como a proposta avança na Casa

Com a aprovação na CCJ, o texto entra na fila do plenário do Senado. Caso os senadores aprovem a mudança, a proposta seguirá para a Câmara dos Deputados, onde também precisará passar por duas votações antes de ser promulgada. Portanto, embora avance, a alteração ainda depende de amplo consenso no Congresso.

Por que o tema importa agora

O Brasil mantém hoje a jornada máxima de 44 horas semanais. Reduzi-la para 36 horas representaria uma das maiores transformações recentes nas relações trabalhistas. A mudança pode afetar desde a rotina das empresas até a saúde dos profissionais, o que explica a intensidade do debate.

A aprovação na CCJ mostra que o Senado abraça a discussão sobre uma jornada mais enxuta e humana. A decisão final ainda depende do plenário e da Câmara, porém o movimento já sinaliza uma possível virada histórica no trabalho brasileiro.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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