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Lula cobra união dos poderes para frear feminicídios no país

Presidente quer mobilização nacional para enfrentar a escalada de violência contra mulheres

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Lula cobra união dos poderes para frear feminicídios no país
Foto: Arquivo / EBC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (8) que vai reunir representantes dos poderes da República e de diversos setores sociais para construir um mutirão nacional contra o feminicídio. A iniciativa surge em um momento em que o país enfrenta uma escalada de crimes brutais, o que reforça a urgência de ações mais amplas e coordenadas.

Mobilização ampla e imediata

Lula afirmou que pretende convocar o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça, os tribunais estaduais, além de movimentos sociais, sindicatos e instituições religiosas. Dessa forma, o governo busca transformar o enfrentamento à violência contra mulheres em uma responsabilidade compartilhada.

O presidente não anunciou a data da reunião, mas disse que quer realizar o encontro ainda este ano. Principalmente porque considera que a sociedade clama por respostas rápidas e efetivas.

Casos recentes ampliam pressão

Nos últimos meses, a comoção popular cresceu de forma intensa, já que casos de extrema violência reacenderam o debate sobre políticas públicas de proteção. Um dos exemplos citados por Lula foi o de uma mulher atropelada e arrastada por quase um quilômetro em São Paulo. Em outro caso, um incêndio criminoso no Recife matou uma mulher grávida e quatro crianças.

Essas tragédias, somadas a índices alarmantes, explicam a pressa do governo. De acordo com dados apresentados na Conferência Nacional de Assistência Social, aproximadamente 3,7 milhões de mulheres sofreram violência doméstica no último ano. Só em 2024 foram registrados 1.459 feminicídios, e em 2025 o número já passa de 1.180. O serviço Ligue 180, por sua vez, continua registrando quase 3 mil atendimentos por dia, o que reforça a gravidade da situação.

Assistência social volta ao centro do debate

Além disso, Lula aproveitou o evento para defender a PEC 383/17, que fixa 1% da Receita Corrente Líquida da União, estados e municípios para o Sistema Único de Assistência Social. A proposta já passou por comissões e aguarda votação no plenário da Câmara.

Segundo o presidente, estabelecer um percentual mínimo é essencial, já que garantia de recursos permanentes evita disputas políticas e fortalece os serviços que atendem justamente as mulheres em situação de vulnerabilidade.

O que vem pela frente

Com a convocação pública, Lula tenta articular uma resposta nacional, integrada e baseada em educação, prevenção e responsabilização. A expectativa é que a reunião sinalize um compromisso concreto dos poderes com a redução dos feminicídios.

Ao final, o presidente afirmou que só haverá avanço quando homens e instituições compreenderem que o combate à violência contra mulheres exige mudança cultural, investimento e participação ativa de todos os setores da sociedade.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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