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Trump retira Moraes e esposa da lista de sanções da lei Magnitsky

Lei é utilizada pelo governo dos EUA para sancionar economicamente estrangeiros

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Trump retira Moraes e esposa da lista de sanções da lei Magnitsky
Foto: Ricardo Stucker / divulgação

O governo dos Estados Unidos retirou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane, da lista de pessoas com sanções da Lei Magnitsky. O comunicado do governo americano não explica as razões para a retirada da lista.

O governo norte-americano utilizava a lei para sancionar estrangeiros. O nome de Moraes entrou na lista de punidos em julho deste ano. Por conta da sanção, todos os eventuais bens de Moraes, da esposa e de uma empresa pertencente ao casal nos EUA estavam bloqueados. Cidadãos americanos estavam proibidos de realizar qualquer transação que envolva bens ou interesses em propriedade de Moraes ou esposa. Seja nos EUA ou em trânsito, incluindo fornecer ou receber fundos, bens ou serviços.

O governo brasileiro trabalhava com sinais de que isso se resolveria antes do fim do ano. Dessa forma, o tema foi pauta frequente nas reuniões entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio. Além disso, o próprio presidente Luta assuntou o tema nos seus encontros com Trump.

‘Ilegal e lamentável’

À época da sanção, o governo americano justificou a decisão citando o processo que corria no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, à época ainda réu por tentativa de golpe de Estado após perder as eleições para Lula (PT) em 2022.

Em 11 de setembro, Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão e cumpre pena na Superintentendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. No mesmo mês, o governo dos Estados Unidos incluiu a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, na lista.

À época, o ministro se manifestou sobre o tema, classificando a sanção aplicada pelos EUA como “ilegal e lamentável”.

“Independência do Judiciário, coragem institucional e defesa à Soberania nacional fazem parte do universo republicano dos juízes brasileiros, que não aceitarão coações ou obstruções no exercício de sua missão constitucional conferida soberanamente pelo Povo brasileiro”, dizia o comunicado divulgado pelo STF.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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