
O Plenário da Câmara de Vereadores de Joinville, no Norte Catarinense, cassou o mandato do vereador Cleiton Profeta (PL) nesta segunda-feira (8). A sessão foi marcada por clima de tensão e galerias lotadas. A denúncia por quebra de decoro parlamentar recebeu exatamente 13 votos favoráveis. Esse era o número mínimo exigido para atingir o quórum de dois terços da Casa. Por outro lado, dois parlamentares votaram pela absolvição e três preferiram se abster.
Clima tenso e plenário lotado
Logo após a abertura dos trabalhos, apoiadores de Cleiton Profeta tomaram as galerias do plenário com cartazes e vuvuzelas para defender a manutenção do mandato. O interesse pelo julgamento também movimentou a internet, reunindo mais de 500 internautas na transmissão ao vivo pelo YouTube.
Antes da votação, Profeta utilizou a Tribuna por duas horas para fazer uma defesa contundente. O parlamentar alegou sofrer perseguição política e acusou os adversários de armarem um golpe. Contudo, o relatório final do vereador Érico Vinicius (Novo) convenceu a maioria da Casa. O documento apontou que o comportamento de Profeta, que incluiu tumultos e uma suposta agressão física contra o vereador Henrique Deckmann, comprometeu gravemente a imagem do Legislativo joinvilense entre 2025 e 2026.
Futuro político e suplência
Como resultado da cassação, Profeta tende a perder os direitos políticos pelos próximos oito anos. A defesa do ex-vereador, no entanto, já anunciou que acionará a Justiça comum para tentar anular o processo administrativo e recuperar a cadeira no Legislativo. Os advogados sustentam a tese de que faltou isenção e parcialidade por parte da Comissão Processante.
Com a saída imediata de Cleiton Profeta do cargo, a Mesa Diretora deve convocar o suplente Cassiano Ucker (PL), que conquistou 3.017 votos na eleição municipal de 2024.

Como votou cada vereador:
- Pela cassação (13 votos): Adilson Girardi (MDB), Alisson (Novo), Érico Vinicius (Novo), Henrique Deckmann (MDB), Kiko da Luz (PSD), Liliane da Frada (Podemos), Lucas Souza (Republicanos), Mateus Batista (União Brasil), Neto Petters (Novo), Pastor Ascendino Batista (PSD), Pelé José Henkel (MDB), Professora Vanessa da Rosa (PT) e Professora Vanessa Falk (Novo).
- Pela absolvição (2 votos): Instrutor Lucas (PL) e Wilian Tonezi (PL).
- Abstenções (3 votos): Brandel Junior (Republicanos), Diego Machado (PSD) e Tânia Larson (União Brasil). (O investigado Cleiton Profeta não pôde votar por impedimento legal).

