
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta terça-feira (12), no Palácio do Planalto em Brasília, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma ofensiva nacional contra facções de R$ 11,1 bilhões voltada ao enfrentamento das facções criminosas. Ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, Lula deverá colocar a segurança pública no foco da reta final de governo, justamente quando o tema ganha força no debate das eleições presidenciais de 2026.
Do montante a ser anunciado, R$ 968,2 milhões serão aplicados diretamente pelo governo federal. Além disso, outros R$ 10 bilhões abastecerão estados e municípios por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS). Dessa forma, o Planalto busca ampliar sua presença no combate ao crime organizado e responder a uma das maiores preocupações do eleitorado.
Nas redes sociais, Lula afirmou que a estratégia pretende atingir o coração financeiro das facções. Segundo ele, o governo quer reduzir a força econômica das organizações criminosas, especialmente no tráfico de drogas e armas. Além disso, o presidente citou alinhamento internacional e destacou conversas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre cooperação aduaneira e fiscalização de fronteiras.
Dinheiro, prisões e investigação no alvo
O programa se apoia em quatro frentes principais. A primeira concentra R$ 302,2 milhões para sufocar financeiramente o crime, reforçando forças integradas, ampliando rastreamento patrimonial e centralizando leilões de bens apreendidos.
Na sequência, o eixo prisional receberá R$ 324,1 milhões. O governo promete bloquear comunicações ilegais em presídios, endurecer a segurança em 138 unidades estratégicas e modernizar operações para apreensão de celulares, drogas e armas.
Homicídios e armas entram na mira nacional
Já o terceiro braço prevê R$ 196,7 milhões para elevar a taxa de esclarecimento de homicídios. Para isso, o governo investirá em polícias científicas, institutos médico-legais, bancos genéticos e integração balística.
Por fim, o combate ao tráfico de armas contará com R$ 145,2 milhões. A proposta inclui a criação de uma rede nacional específica, reforço no controle de armas e operações coordenadas em regiões de fronteira.
Com o pacote, Lula tenta consolidar uma agenda de segurança robusta e transformar o combate ao crime organizado em uma das vitrines políticas de seu governo.

