
O deputado estadual Egídio Ferrari (PTB), que é delegado de polícia, usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), na última quinta-feira (30), para anunciar que pretende investigar possíveis casos de cobranças abusivas por empresas que oferecem serviços de guincho e diária de pátio de veículos apreendidos no estado.
Conforme o parlamentar, as taxas aplicadas por serviços como a diária de um automóvel retido seguem o que é determinado na legislação estadual. Neste caso, R$ 12,24. Na prática, entretanto, tais valores superam em muito a tabela do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SC), variando de cidade para cidade.
“Um município cobra R$ 175 simplesmente pela entrada do automóvel no pátio e vai somando as diárias, R$ 40 para carros, R$ 81 para caminhões ou ônibus. Isso significa que o valor cobrado é de três a seis vezes a mais do que prevê a lei.” O deputado afirmou que também tem recebido denúncias envolvendo outros tipos de irregularidades, como cobranças em duplicidade, depredação e roubo de peças dos veículos retidos.
“Custa-me a acreditar que existe máfia de pátio, máfia de guincho, em solo catarinense. É isso que eu quero investigar. Não foram uma e nem duas reclamações e denúncias que recebi. Estou juntando esses documentos e quero encaminhar tudo ao Ministério Público e às delegacias de polícia, para que inquéritos policiais sejam instaurados e possamos apurar esses fatos”, declarou Ferrari.
Ele afirmou ainda que mantém o seu gabinete aberto a quem queira informar algum eventual caso de irregularidade ocorrido na prestação destes serviços. A iniciativa de delegado contou com o apoio do deputado Oscar Gutz (PL).

