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Cid Gomes volta a dizer que Júnior Mano é vítima de perseguição política

Inquérito da PF também cita outros políticos cearenses, como os deputados José Guimarães, Yury do Paredão e Eunício Oliveira

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Cid Gomes volta a dizer que Júnior Mano é vítima de perseguição política
Cid Gomes. Foto; divulgação

O senador Cid Gomes (PSB/CE) voltou a dizer que o deputado federal Júnior Mano, da mesma sigla, é vítima de perseguição política. Ele é acusado em investigação da Polícia Federal de participação em um esquema de venda de emendas e desvios de recursos públicos, em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“O que vazou para a imprensa foi que ele pediu um patrocínio ao Wesley Safadão, que tem participação em bets, e isso mostra que ele não tem dinheiro. O que o condena nessa história? Nada”, disse, em entrevista concedida na última quinta-feira (19).

O parlamentar foi indiciado por quatro crimes. Ele nega as irregularidades e diz que está sendo alvo de vazamentos indevidos com interesse político. “As conclusões do relatório final são exageradas, genéricas e sem provas. Lamentamos ainda o vazamento seletivo de informações sigilosas justamente num momento em que os partidos começam a definir as candidaturas”, diz.

Ao longo da investigação, também foram citados os nomes do ex-deputado federal José Guimarães (PT-CE), do deputado federal Yury do Paredão (MDB) e do ex-presidente do Senado e deputado licenciado Eunício Oliveira (MDB) em um relatório da Operação Underhand, que apura o desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.

No caso de Yury, há registro de uma conversa direta com um dos investigados. Mas ainda sem elementos de indício de crime, informou a Polícia Federal.

Guimarães afirmou que não é alvo da investigação e que não destinou emendas para os municípios citados. A assessoria de Eunício disse que destina emendas a dezenas de municípios cearenses “de forma transparente e de acordo com a legislação”.

Em nota, a assessoria de Yury do Paredão afirmou que o parlamentar mantém um compromisso com a transparência e o desenvolvimento do estado do Ceará. Informou, ainda, que o parlamentar tem atuado para destinar emendas que contribuam com o bem-estar das comunidades cearenses.

Segundo a investigação, o esquema movimentou quase R$ 800 milhões em recursos públicos entre 2020 e 2025 como receita das empresas suspeitas de envolvimento no esquema, calculando um caixa 2 de cerca de R$ 54,6 milhões.

Ex-prefeita revela emendas de Guimarães

Em depoimento à PF, Rozario Ximenes (Republicanos), ex-prefeita de Canindé (CE), disse que o vice-prefeito da cidade, Ilomar Vasconcelos, teria pedido 10% de retorno sobre emendas enviadas por Guimarães à cidade, quando ambos estavam na mesma gestão.

Segundo ela, Ilomar teria conseguido duas emendas junto ao gabinete de Guimarães. Em em seguida, teria insistido no pagamento de 10% dos valores como contrapartida. Ela afirmou ter recusado o pedido, o que teria levado ao rompimento político entre os dois.

No primeiro depoimento, ao MP, relatou que o suposto envolvimento de Carlos Alberto Queiroz Pereira, o Bebeto do Choró (PSB), prefeito eleito de Choró, para desviar e “lavar” o dinheiro das emendas. Procurada, a defesa dele afirmou que não pode dar detalhes do caso, que tramita em sigilo, mas disse que vai provar a inocência de Bebeto.

Com base nesse relato, o ministro do STF que analisa o caso, Gilmar Mendes, pediu abertura de novo inquérito.

Ele considerou “adequada a instauração de investigação específica para eventual malversação de recursos advindos de emendas parlamentares, com a possível participação de deputados federais”.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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